Despedida em prosa

Por vezes, enquanto enoitecia, ouvia fascinada e divertida, atraída pelo senso de humor e pela personalidade independente do seu personagem incomum.

Momentos que até a mais fálhil memória, gostaria de recordar , em especial pela forma de quase sufocar a mim e a si próprio de tanto rir. A melhor parte era ver você sorrir, como a visão de mil constelações efêmeras e cintilantes por um telescópio.

Claramente aqui estava alguém que, igual a mim, tinha a tendência de tropeçar ao longo da vida e ainda assim conseguir enxergar o lado engraçado das situações.

Alguém que, como eu mesma, era louco pela vida e por isso nada avesso a expressar suas opiniões sobre o mundo. Alguém que vivia e sentia com o mais íntimo do seu abstruso coração.

Nem metade das palavras que eu possa pensar ou literalmente escrever, ou mesmo dedicar a você, seriam suficientes a ponto de demonstrar de forma simples e completa a imensa admiração e gratidão que meu coração tão imensamente deseja expressar.

E não importa o quão distante você vá, quanto tempo passe e o que quer que você faça, nunca o deixarei no escuro, nunca o deixarei desamparado, você nunca estará só, porque eu sempre estarei, não da forma convencional talvez, mais provavelmente:

* Em uma recordação, sorriso solto, no sabor de um chá da tarde;
* Seja no aroma do café recém coado, numa conversa simples de fim de tarde, num pedaço de torta de maça ou chocolate;
* Num passeio ao largo, um vinho bordô, MPB, ou matte de limão;
* Até mesmo na brisa suave que um dia chuvoso traz ou um cascalhão de amendoim crocante…

Pode ser qualquer lembrança, que por mais insignificante que seja, torna tudo excepcionalmente essencial.

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