Um docinho

– Você traz a continha, por favor?

Final do jantar naquele restaurante que José Roberto e Larissa têm costume de frequentar todo começo de mês. Aparentemente estavam satisfeitos.

– Não, pera ai. Acho que quero uma sobremesa. Pode ser?

– Claro, senhor — disse o garçom. Vou pegar o cardápio.

– Aqui tem uma sobremesas ótimas, né?

– Sim, o tiramissú é uma maravilha. O brownie de café então…

– Não sei. Acho que vou de profiteroles!

– Profiteroles, amor? Mas você não gosta nem de carolina, como vai comer o profiteroles daqui?

– Magina, Larissa.

– Não, espera um pouco. Sinto um cheiro de merda aqui, Zé Roberto.

– Não, eu já gosto de profiteroles faz tempo.

– Olha lá, hein? Não mente pra mim. Não, eu me lembro! Já tentei fazer você provar, você sempre recusou. Falou que era igual carolina, só que sem doce de leite.

– Eu não disse isso. Comentei que eram sabores distintos, mas que para o meu gosto pessoal faltava um toque brasileiro no recheio.

– Você só pode estar de brincadeira, Zé.

– Sei lá, bateu uma vontade.

– Que história é essa? Vontade eu tenho é de dar um tapa nessa sua cara.

– Não consigo ter poder sobre os meu desejos.

–Deu pra experimentar doce francês agora? Com quem que você veio aqui??

O garçom retorna e informa que o profiteroles acabou.

–Ufa…

–Minha paciência também.

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