Entre constelações

Sentada na calçada ela olha o céu… O vento frio do outono castiga seu corpo, embora ela não sinta, não sinta nada. Abraçada às suas pernas, com o queixo apoiado aos joelhos, ela fita o céu. Todas aquelas estrelas brilhando juntinhas lá em cima refletem luz e o brilho que ainda moram em seus olhos, mas poucos têm a chance de ver. A esperança surge novamente, repentinamente naquele instante, mesmo que o mundo insista em andar na contramão de seus sonhos. Existem razões para acreditar, é preciso respeitar o ritmo do universo, pois só o tempo sabe das coisas. Orbitando entre constelações de pensamentos utópicos, possíveis e impossíveis ela sorri. Não é mais marionete do acaso. Virou dona de seus pensamentos… Eis que uma estrela cadente corta o céu. Qual vai ser seu pedido?