Ligas
Jul 20, 2017 · 1 min read
Um braço para cá, outro para lá,
na cabeça suspensa, segura uma linha,
no joelho amarro uma tira, nos pés seguro a fita,
nos dedos esticados entrelaço recados para não me esquecer do que fazer.
Estico dali, daqui, de cá, e não deixo cair nenhuma amarra.
Não decido qual dos primeiros laços irei desatar,
na dúvida, permaneço paralisada, na nuvem da indecisão.
Desistir e soltar alguma dessas tiras, soa como falha. Como é possível não conseguir abraçar o mundo, e ao mesmo tempo se abraçar? Parece tão fácil o recado.
Calma e paciência, são condições humanas deixadas cada vez mais de lado, os segundos escorrem, soam os relógios.
E para mim, o que parece escorrer é a vivência do tempo, o estado de presentificação.
