Estilo Retrô ou Estilo Vintage?

Quase idênticos… SÓ QUE NÃO!

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Fonte: Pinterest / Autor: Desconhecido

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No último post você pode conhecer um pouco sobre o estilo Clássico e sobre os recursos que podem ser utilizados para imprimi-lo nos ambientes de sua casa.

Hoje, vamos conhecer um pouco sobre dois novos estilos: o Vintage e o Retrô.

Não foram poucas as vezes em que iniciamos algum diálogo com clientes que nos diziam querer uma coisa “bem retrô”, ou ouvimos distinções genéricas do tipo “isso é muito vintage” (Adoro essa palavra! É sonora, né?).

Porém, você já parou para se perguntar sobre o que cada uma quer dizer, quando o assunto é Decoração? Vamos ver, a seguir:

O estilo Retrô, como o próprio nome já diz, retrocede você a experiências remotas e a períodos passados da História. É excelente para quem busca um estilo mais dinâmico e com um forte impacto visual.

É marcado pela mescla harmoniosa de peças de design icônicas (originais ou reinterpretadas) principalmente das décadas de 50 a 70 (embora alguns movimentos culturais dos anos 80 já venham sendo explorados nesse estilo) e por elementos de decoração, que sobreviveram ao tempo.

O Retrô, que em inglês significa “para trás”, é o nome da categoria de produtos que se inspiram no design de antigamente. As peças procuram fazer o relançamento de uma moda, sustentando a proposta de releitura ou réplica. As peças também se distinguem dos elementos vintage porque possuem tecnologia atual.

Arrisco-me a dizer que a melhor vantagem deste estilo é que deixa você livre para se soltar um pouco mais e misturar formas e materiais, fazendo com que os objetos não sejam apenas decorativos, mas também acumulem funções. Então, fique à vontade para abusar das formas abstratas e geométricas, dos listrados e do xadrez, por exemplo, e não se acanhe em misturar texturas diferentes, como o veludo, o plástico, o couro e o vinil. A única regra é usar o bom senso, para chegar a um denominador comum harmonioso entre todos os elementos que comporão o ambiente.

Nas cores, como busca elementos de momentos variados da História, as referências são distintas e o padrão Retrô traz o laranja, o amarelo, o rosa, o azul ou, até mesmo, a mistura do preto com branco e vermelho. É importante, apenas, tomar cuidado na combinação dessas tonalidades, para você não correr o risco de exagerar e passar do Retrô para o “Kitsch” (ou brega, como é comumente conhecido). O ideal é utilizar um fundo neutro nos pisos e paredes e deixar as cores e texturas mais vibrantes para peças selecionadas que criem um contraste interessante entre si e dêem personalidade ao ambiente.

Então, cuidado! Use o bom senso e equilibre os tons na sua decoração!

O mobiliário é bem característico, com linhas simples, pernas pontiagudas (os famosos “pés palito”), sofás longos, superfícies lisas e brilhantes, móveis baixos e poltronas arredondadas.

Nas paredes, as possibilidades são praticamente infinitas e permitem a mescla de quadros de arte datados, pôsteres e ilustrações, espelhos em dimensões variadas e fotografias no estilo hollywoodiano, entre outras.

Agora, se você é frequentador assíduo das “garage sales” e brechós e se encanta todas as vezes em que passa em frente à vitrine de alguma antiquário, talvez o Vintage seja o estilo que mais representa o seu espírito.

Antes de passarmos para o estilo Vintage, é importante esclarecermos um pequeno engano que existe a respeito dos estilos Retrô e Vintage e que gera confusão entre os dois estilos: o estilo Retrô busca “inspiração na decoração antiga”, traduzindo um estilo mais antigo para o momento contemporâneo. Já o estilo Vintage é a própria decoração antiga, sem adaptações ou alterações estilísticas. Pense em móveis da casa de avós como cadeiras de balanço e vitrolas. Todos esses são componentes de uma decoração Vintage.

Por exemplo, uma penteadeira usada pela avó na década de 50, que depois de anos voltou a participar da decoração, só que do quarto da neta.

O Vintage tem este poder de contar histórias, valorizar o tradicional, resgatar sensações e transmitir heranças.

Os elementos deste tipo de decoração, até mesmo pelos materiais de acabamento comuns aos mobiliários mais antigos buscam tons mais escuros, mas vale salientar que isso não é necessariamente uma regra absoluta.

Elementos dos anos 20 e 30 também são comumente encontrados em ambientes de decoração Vintage.

Podemos dizer, de certa forma, que este tipo de decoração, geralmente, visa criar uma atmosfera mais romântica e com um toque de elegância. Uma dica legal é não investir apenas na mobília, mas também na decoração geral, utilizando ornamentos antigos como embalagens de produtos antigos, abajures, maletas, bicicletas e etc. Muitas dessas peças são reaproveitadas do acervo pessoal do morador e que carregam consigo um valor sentimental e traz elementos que dizem muito sobre a personalidade de quem mora na casa, mas, se você se identificou com ele e não tem esses elementos para se inspirar e dar aquele toque “vintage” (Agora, sim! Usei direitinho o termo! rss) à sua casa, também podem adquiri-los em casas especializadas, como brechós e antiquários ou garimpar peças inusitadas nas garage sales, como mencionei no início desse assunto.

Espero que você tenha curtido nossa conversa e que ela tenha lhe inspirado a revirar o baú da vovó para trazer um novo ar àquele cantinho sem vida da sua casa.

Se você se inspirou e quiser saber mais sobre esse assunto, escreva para nosso email contato@andreviana.com.br

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Assim, você será informado, sempre que tivermos novidade no ar.

No próximo post, vamos conhecer mais um estilo de decoração.

Encontro você em breve!

Um abraço e até a próxima!

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