Eu tenho pressa para ter mais paciência. Não aguento mais me perturbar com essa calmaria. Eu quero o mais que existe no que ainda não. Eu quero a possibilidade de transformar o que aí está e parece ser fim. Quero poder aproveitar tudo o que der da finitude. Ter certeza de que me manter incerta e duvidosa é o melhor. Quero poder ficar satisfeita com o vazio. Ser preenchida pela falta e encontrar nos meus desencontros as respostas para as milhares de perguntas que ainda não fiz e talvez jamais formule. Deus, como eu quero. Ah, como eu quero. A vida que me assombra e encanta que ela possa sempre ser esse espaço a frente. Que no dia que for partida que eu possa mesmo ainda havendo esperança aceitar despedir-me. E que haja nesse instante a dúvida: e se eu tiver mais um dia? E que me sobre o desejo: só mais uma poesia.

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