Percebi o tempo passar no tanque de lavar roupas da minha mãe.

A cada peça esfregada encarei o passar célere e sem piedade do tempo.

Ali, diante de mim, era o envelhecer que anuncia o fim.

Enxaguar aqueles panos foi limpar as lágrimas que sufoquei para não manchar o momento.

No tanque de lavar roupas da minha mãe tive medo do tempo. Pedi a Deus que secasse meu pesar com o mesmo carinho que ela estendia meus retalhos no varal.