Sobre terapia e curiosidade.

O psicoterapeuta precisa ser curioso. Curioso é aquele que tem vontade de saber. Quem tem vontade de saber é aquele que considera e aceita que não sabe. É aquele que fica atento a espera de uma descoberta. O curioso se abre para a novidade e está disponível para surpreender-se. O psicoterapeuta curioso irá investigar junto ao cliente diversos aspectos da história. Em companhia do cliente irá, ponto a ponto, desvendar os sentimentos, pensamentos, comportamentos, sentidos e significados de cada recorte de fala e manifestação do ser. Essa necessária curiosidade não estará a serviço do psicoterapeuta, e sim de quem o procura. É uma curiosidade responsável e sensível, que tem como principal meta esclarecer o discurso para aquele que o fala. O psicoterapeuta que não é curioso se engana e se perde na ilusória autocompreensão do cliente. É importante afirmar e reafirmar a verdade do sujeito para que ela vire sentido e não seja só palavra.

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