Será que eu sou permissiva?
ao longo de muito tempo nem me passava pela cabeça que esse adjetivo poderia caber em mim. no entanto, nos últimos dias essa palavra tem martelado minha mente.
mesmo com a convicção de que sou muito menos permissiva do que já fui, não quero dar a mim mesma essa decepção.
permissividade, na minha concepção (e no que posso dizer, na medida em que me coube e ainda cabe, às vezes) tem a ver com uma baixa auto-estima que me visita quando em vez. mas essas visitas, embora não sejam agradáveis, só ocorrem porque eu permiti, dei uma brecha, por pequena que fosse.
mas muito ao contrário do que pode parecer, algumas permissões não são tão bem-vindas assim. não são tão saudáveis assim. te deixa vulnerável. num sentido de que se você dá permissão pra uma visita que não é saudável, o que você espera receber em troca?
algumas situações, algumas escolhas, algumas pessoas (por cheias de boas intenções que sejam) sugam nossa boa energia se estivermos permissivos. digo isso porque em alguns casos essas pessoas e/ou situações e escolhas também querem se fortalecer. e por serem frágeis, pode muito bem significar que seja às custas de outrem.
ai, ai. mas aí pra não cometer injustiça, penso (pensemos!) nas tantas vezes que suguei, sem querer, a energia de outro alguém. por isso desejo lutar contra ser permissiva, contra essas más escolhas e cultivar o que me faz sentir plena. escolho estar ao lado das pessoas que me fazem sentir bem. situações em que me sinta realizada, empoderada; amando!
e não dar brecha ou permissão pra palavras que chegam atravessadas como flechas que machucam e entristecem. mas isso será tanto mais eficaz quanto mais me mantenho forte, ciente de que tenho sido o que gostaria de ser, fazendo coisas que gosto, ao lado de pessoas que me querem fortalecida.
