SOBRE O VALOR DA LIBERDADE INDIVIDUAL

Cada Ser humano é único, não existem duas pessoas iguais no mundo.

Mesmo gêmeos univitelinos, criados em condições iguais, apresentam personalidades distintas quando adultos.

O Mercado é uma entidade simbólica constituída de pessoas, que, colaborando de forma espontânea, conseguem explorar ao máximo seu potencial criativo, realizando trocas voluntárias de produtos e serviços.

Em consequência disso, qualquer tentativa de doutrina econômica/cultural planificada está, a priori, fadada ao fracasso, por cercear a liberdade de expressão individual.

No livre mercado, o valor dos itens comercializados é determinado pela relação oferta x procura, e não por algo fixo, como o tempo de trabalho empregado em sua produção. Por exemplo, uma garrafa de água mineral vale mais no meio do deserto, que no conforto do seu lar, onde existe um filtro ligado na torneira.

Existem bilhões de pessoas no mundo e, mesmo que seja dividido politicamente em países, cada um com seus milhões, se torna inviável um sistema de economia planificada, pelo simples fato de que as pessoas são imprevisíveis e, um órgão centralizado seria incapaz de lidar, ao menos de forma satisfatória, com essas interações. O sistema é muito complexo e o tempo de reação às mudanças fica lento demais, permitindo que entre em colapso (crise econômica).

O sistema de Livre-mercado se mostrou o mais eficaz em lidar com esse complexo arranjo de interações humanas, por responder e se adaptar (resiliência) mais rapidamente as mudanças que surgem decorrentes da evolução científica/tecnológica; a qual, é propiciada pelo próprio livre-mercado, ao permitir que as pessoas exerçam ao máximo suas capacidades criativas.

Ademais, o ser humano é sim, individualista. As pessoas não levantam de suas camas pela manhã, durante toda a semana, pra fazer caridade. Elas desejam ser recompensadas pelo seu esforço e, quanto melhor o desempenho, maior deve ser a sua recompensa. É claro que isso não impede que façam trabalhos voluntários nas suas horas vagas, ou até mesmo doações, desde que parta de sua iniciativa de realização pessoal — como diria o adepto da pirâmide de Maslow — , e não de algo coercitivo.

O que foi exposto até aqui não significa que o Estado deva ser abolido. Ele é sim importante, ao garantir os direitos básicos do indivíduo, como, o direito de ir e vir, ou que alguém não vai invadir e se apropriar de seus bens e sua residência (segurança pública).

Houve um tempo em que a necessidade de interferência do Estado na vida das pessoas se fazia mais necessário, porém, acredito que atingimos um nível de evolução moral/intelectual em que a mão invisível do mercado é a melhor opção para REGER nossa sociedade. Hoje, quando uma pessoa se comporta de maneira considerada inadequada pela maioria, acaba sofrendo sanções de seus próprios concidadãos, ficando à margem da sociedade. É claro que existem crimes que precisam ser julgados pelo estado, mas sua proporção está ficando cada vez menor nos países desenvolvidos.

Enfim, o ponto em que quero chegar é que, hoje, em pleno século XXI, só consigo enxergar duas razões para alguém defender um regime coletivista:

Ou a pessoa não valoriza sua liberdade pessoal, e não se importa de viver sob os desígnios de um governo estatista, desde que todos estejam em iguais condições — provavelmente de miséria.

Ou, essa pessoa é simplesmente mal intencionada, e levanta a bandeira do comunismo porque pretende levar uma vida de privilégios ao defender os interesses do Estado, enquanto o resto da população é extorquida pelo mesmo.