Como tudo flutua;
escorrega, me distraio
em ruas novas.

Não houvera constância alguma
no sabor acre do amanhecer.

Amo aquilo que me fortifica a vida,
dos venenos às danças,
embora tudo acabe.
Virtude das saídas, a dança,
mesmo na sala de espera
para o desabar das nuvens.

Está cinza lá fora, e se tudo
se derramar sobre a gente? 
Será que a gente se afoga nessa massa fria?

Isto já 
não
aconteceu?

O dedo escorrega
por toda extensão 
da pele,

os olhos são tudo aquilo
que a boca 
cala, são chaves para os portões
longínquos do outro.

A distância, como
entre a terra e plutão, é
a unidade que mantém
a levitação cósmica.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated André Rodrigues’s story.