Com a cabeça no travesseiro, lanço unicamente minha mente à você.

O perfil do seu rosto no corredor, seu sorriso arrebatador. Aquele olhar que me travava o ato e insensato, eu perdia o tom.

Passo pela textura da sua pele e chego no toque dos seus lábios. Aquele beijo amargo tão esperado, meio roubado.

Seu jeito cético de ver a vida, porém tão entusiasmado em contar histórias e dividir suas raras crenças.

Na meia luz me hipnotizei pelo balanço da íris dos seus olhos.

Eram dias azuis de pura luz.

Afogado em lágrimas, me tornei alguém que decifrava o seu silêncio.

Meu conto lúdico se perdia numa realidade cruel e feroz. Já não me lembro da sua voz.

Sonhos raros, futuro encaro, de braços dados a tudo o que faltou ser.

Numa vida sem mim, e sem você.

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