Dormindo com o inimigo

Não, não uma resenha de filme, é resenha da vida real.

Como no filme, pessoas se apaixonam, resolvem casar, conviver juntas e num determinado momento a relação perfeita vira tortura diária.

Ao invés de simular a sua própria morte, fugir para outra cidade e trocar de identidade, como faz a personagem de Julia Roberts, você pode começar a rever essa relação antes que o passado volte e resolva se repetir novamente.

Essas relações destrutivas não ocorrem apenas entre casais, mas entre pais e filhos, irmãos e até mesmo amigos. O fato é que você está praticamente dormindo sob o mesmo teto que o inimigo.

E quem é o inimigo? É aquela pessoa que te desencoraja a tudo, é aquela pessoa que diz “você nunca vai ser feliz”, “você não pode”, “você não consegue”, “você não sabe” ou então as variações após algo que você tentava fazer dar certo “eu sabia que isso ia acontecer, “eu tentei te avisar”, “você não me ouviu”. E tem também aquelas que não falam nada, saiba que a indiferença é apenas mais uma forma de desestimular alguém.

Pelas minhas andanças no xamanismo, atendendo, ou acompanhando grupos terapêuticos tenho percebido como as pessoas estão desempoderadas. E muitas vezes quem rouba nossa força, esse nosso pedacinho de alma não são os ditos inimigos, são aquelas pessoas que nos conhecem muito bem, aquelas que sabem nossas fraquezas e defeitos. São mães abusivas, são pai possessivos, são irmãos ciumentos, são maridos competitivos, são namoradas invejosas, são amigos inseguros.

E tudo isso acontece porque infelizmente a gente deixa, porque em algum momento estávamos frágeis, alguém vem, inconsciente ou conscientemente e nos diz: você não consegue. E aí você acaba acreditando que realmente não é capaz.

MAS QUEM CARALHOS DISSE QUE VOCÊ NÃO É CAPAZ?

Não estou dizendo pra você despedir seus pais do cargo parental, até porque não tem como. Também não estou sugerindo que você termine o relacionamento com aquele seu marido bolha que só te coloca pra baixo (mas não seria uma ideia ruim, não é mesmo?).

Apenas pare de ouvir “conselhos” e dicas destrutivas e vá fazer o que você sabe fazer de melhor: lutar. E não esqueça, a vida é como uma rapadura, é doce mas não e mole.

Ahow!

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