O salto em direção ao que você quer
Dá medo, mas é sua única chance de voar.
Sabe aquela vontade que as vezes dá de largar tudo pra trás e se jogar em algo novo? Ir pra algum lugar longe, começar tudo do zero, retomar um sonho antigo, correr atrás do que o coração realmente quer…
Mas a gente se acomoda na segurança do conhecido, do acostumado, e a vontade fica só nela mesma, cutucando vez ou outra. Até que um dia vem uma cutucada mais forte, e coincide com um momento de coragem, ou de desilusão, ou talvez ambos. Você respira fundo, e se joga! Foi! Larga tudo, olha pro infinito, pro seu sonho lá na frente, do outro lado do precipício, toma um impulso e vai!!
É fácil? Não. Dá medo, e muito. E uma insegurança cheia de dúvidas que te torturam. Você fica, por um tempo, ali, no ar, meio caindo, e pensa “Ai, meu Deus, o quê eu fiz? Será que eu devia ter saltado? E se eu cair e me machucar? E se eu não encontrar o que eu quero do lado de lá? E se eu me arrepender?” Mas é tarde, porque você já se jogou. E na queda rumo ao desconhecido você se obriga a ser otimista, a não se desesperar. Se obriga a reavaliar todas as suas escolhas passadas, e você percebe como tudo te levou até aquele momento, ali no ar…
Você pensa na sua vida e sente vontade de sair pedindo desculpas pra todo mundo que você machucou, e você sente um amor imenso por quem nunca desistiu de você. Você se olha ali, caindo, e percebe que você não é nada do que foi. Você apenas é.
E você agora sabe que consegue saltar, pelo menos. E ao perceber isso você se dá conta de que não importa o que aconteça ou onde você esteja ou o que os outros digam. Você vai ficar bem, porque você consegue estar em movimento, e pode sempre continuar andando, saltando, procurando, até encontrar.
E chega um momento em que você descobre que não está mais caindo, que você está, na verdade, voando, e essa é a melhor sensação da sua vida. Você, que tinha tanto medo de pular, descobre, ao saltar, que consegue até voar. E você sente o vento no seu rosto, e passa os dedos pelas nuvens, e se sente completamente livre pela primeira vez.
E quando você pousa, você descobre que o outro lado realmente não é como você pensava. É muito, muito melhor. E que, de perto, é tudo ainda mais brilhante, mais incrível. E que finalmente você chegou onde queria, você encontrou o seu lugar. E se dá conta de que nem era tão longe assim.
E, então, você se sente tolo por ter tido tanto medo, por ter deixado as dúvidas te paralisarem, por ter perdido tanto tempo vivendo uma vida que não era plenamente sua só pra estar do lado mais seguro, porque era onde os outros estavam, e onde eles diziam que você devia estar.
E agora que você sabe disso tudo, você vê outras pessoas lá, do outro lado, com aquele olhar triste, olhando pro que queriam que fosse, mas sem coragem pra dar esse salto, sem coragem pra largar a bagagem pesada que nos acostumamos a carregar. Ela nos segura no chão, nos deixando pesados e incapazes de grandes movimentos.
E então você grita, o mais alto que você consegue, pra ver se te escutam:
“CORAGEM! VOCÊ CONSEGUE VOAR! ACREDITE!”
“SOLTA ESSA BAGAGEM E VOA!!”

