Lilás borboleta

Véu noturno! Vestia-te a lua.
 À rútila do cigarro, adornava-te com elegância misteriosa.
 Penumbras perfiladas à graciosidade tua,
 Imitações furtadas de ti, invejosa.

Vestindo nu despia-se de pudor,
 Olhos vítreos multiplicavam tuas infindas silhuetas.
 Entornando fragrância, da pele à flor,
 Vertias na alma ensejos violetas.

Borboletas bailarinas
 Tatuavam-se de ti
 Delicadezas que iluminas.

Trago-te, saudades espirais,
 Aspirando ao lume prazeroso
 De lábios sabor lilás.

Poesia de De Laesio Eminor.

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