Será que aprendemos a lição ?
Angelo Castelo Branco
Se um gestor moderno ganhar a eleição presidencial o primitivismo dificilmente voltará ao poder no Brasil. Esse é, ao que parece, o grande temor dos populistas que tentam desconstruir as eventuais novidades no campo eleitoral.
Quando o brasileiro verificar na prática as vantagens de uma gestão não ideológica que priorize a qualidade de vida coletiva, educação, saúde, segurança, delete indicações políticas para cargos executivos e faça com que a máquina elimine desperdícios, roubalheiras e se torne tão produtiva quanto uma empresa privada, tchau primitivismo. A eficiência contagia e cria novas referências e novas exigências nas sociedades. O anacrônico vai pro arquivo morto.
A competência e o pragmatismo construtivo são produtos de um arranjo político inteligente e moderno, algo que os últimos governos nunca souberam praticar. Pelo contrário, abraçaram o modelo populista retrô dos anos 50 que não serve mais sequer a Cuba. Os venezuelanos que o digam.
O PT cometeu um grande erro. Transformou o governo numa extensão do partido. Esqueceu que a metade do Brasil, que paga impostos, não concorda com isso. A população cansou de sustentar inúteis e arrogantes de. estrela na lapela e cérebro robotizado a serviço de chefes refastelados em mordomias. Dinheiro publico vem de todas as correntes ideológicas e não pode ser apropriado para sustentar compadres ou companheiros. Tem que ser aplicado em serviços e obras para todos.
Governo tem que ser estruturado com pessoas capacitadas e competentes. Com especialistas que entendam profundamente de cada área a ser administrada. Nomearam um ministro da Pesca que confessou não saber distinguir uma isca de um anzol. Esse episódio tornou-se emblemático de tudo o que aconteceu no aparelhamento petista do sistema administrativo brasileiro. Deu no que deu. Uma bomba de efeito retardado que explodiu a economia e produziu 14 milhões de desempregos.
Será que aprendemos a lição?
