Lei do Retorno

A vida se encarrega, por si só, de retribuir tudo aquilo que emanamos. Então, por que nos contaminar com ódio? NOSSA!!! Falando assim, até eu acredito que pode ser assim tão fácil e que eu sou um ótimo exemplo disso. Mas, infelizmente, a resposta é Não para ambas as afirmativas!

A coisa mais difícil da vida é engolir o nosso orgulho e deixar que a vida se encarregue de dar o troco praquele diacho que puxou nosso tapete até porque, ao que nos parece, enquanto a gente é bonzinho continua tomando naquele lugar, e a pessoa que nos machucou, cada vez mais feliz e cantando Wesley Safadão.

Mas, é necessário. Como eu disse antes, eu tô usando um método pra extravasar os sentimentos e algumas coisas postarei aqui. Claro que não meus segredinhos obscuros do tipo contando onde que eu escondo chocolate pra comer mais tarde, né, mas coisas mais simples é legal e eu gosto de compartilhar.

E então eu me peguei pensando naquela vontadezinha quase incontrolável de me vingar de quem me fez mal… De cuspir no refri dessa pessoa, por exemplo, ou passar a escova de dentes dela no vaso sanitário, talvez… Ou simplesmente dizer umas poucas e boas. Mas, será que isso realmente compensa? E eu pergunto isso a mim mesma, quando eu tenho essa vontade. De olhar pra cara dessa pessoa, falar tudo que eu quero, gritar, berrar, invocar a raposa de nove caudas….

Um dia desses, eu li que se uma pessoa faz mal pra ti, mesmo tu sendo bonzinho (vulgo: troxa) na verdade a culpa não é tua, a falha é no caráter de quem pisou na tua bolinha. E isso realmente é verdade e, usando de outra frase clichê mas verdadeira, a mágoa é um veneno que a gente toma esperando que o outro morra. Mas a gente que tá se contaminando, a gente que tá definhando, enquanto o infeliz filho de uma égua tá lá, bebendo Cirok e tu aí, sem chocolate nenhum na geladeira, porque já comeu tudo enquanto ouvia Fresno sentado no chão do banheiro.

E, querendo ou não, a gente vendo ou não, a lei do retorno existe, mas ela vem no tempo dela, porque a vida é assim, tudo do jeito dela, e não do jeito que a gente quer. É difícil aceitar? É! Eu mesma ainda não aceitei, e por isso eu escrevo isso pra mim mesma, porque eu sou minha própria psicóloga (já posso me matar?) e assim quem sabe eu consiga enfiar alguma coisa dentro dessa cabeça oca que só fica remoendo as coisas.

Mas, o ponto a que eu quero chegar, é reconhecer que a gente tem que realmente aproveitar a vida. A mágoa pesa, o coração da gente é pequeno, meu peito é minúsculo não posso gastar o espaço dele com coisa ruim, então vamo simbora fazer uma faxina nessa bagaça e limpar tudo, tentar deixar o mais limpo possível e encher de coisinhas lindas e cor-de-rosa e nuvens e arco-íris e ursinhos carinhosos e trilhas sonoras de filmes de desenhos que a gente assistia quando criança, e algodão doce, e lasanha, e gatinhos. Essas são coisas leves, e sempre cabe um montão delas, porque elas são tipo ar, refresca mas não dá pra armazenar, sacas? Então sempre vai caber um pouquinho mais.

A tempestade de coisa ruim vai vir, com certeza, e talvez esse êxtase todo em se sentir leve dure apenas 10 minutos e daí à noite o chumbo volte e tu se sinta uma merda humana, mas, acho que faz parte do processo.

Quando eu conseguir não sentir mais mágoas, ódio e rancor de todas as pessoas que de alguma forma me prejudicaram ou mentiram para mim, eu venho aqui e conto pra vocês como é a sensação de se sentir livre, leve e super maravilhada com a vida.

A vida é maravilhosa e eu reconheço isso de fato, mas quando a gente carrega algo ruim no peito, algo de que a gente ainda não conseguiu se livrar, não tem como aproveitar plenamente a vida e a paz interior, que é maravilhosa. Então, vamos pegando as vassouras e limpar essa bagunça toda e deixar só o importante: nossa família, nossos amigos, a pessoa por quem nosso coraçãozinho derrete (mas só se essa pessoa não for pau no cu, claro), o deus em que você acredita ou os deuses ou o que quer que você tenha por ser superior e bonzinho que te ama, e esses presentes lindos que a vida, mesmo te fodendo muito, te dá, pra te lembrar que SEMPRE há esperança e que a gente NUNCA estará sozinho!

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