(Thantophobia que me ansia)

Tu morres de medo

De um medo que eu sofro e temo

Tu morres de medo da minha partida

Eu morro de medo da tua partilha

Olha o nosso enredo:

Portas abertas para o breu

A escuridão é um veneno

Mais do amor e menos

Do amar

No vasto mundo dos martelos

Eu nasci prego

Queria que tu fosses prego

Porque martelo não posso ser

Que egoísmo o meu,

Nesse jogo do ser e ter

Tu és martelo e eu não passo de um prego

Que inseguro assiste aos outros martelos

O medo me impede de ver

Que nos completamos assim,

e não há tu em outro ser

Mas jura-me que em teu peito

Serei o único prego a entrar

E que para teu deleito

Só meu eu para saciar

Abra as janelas, por favor

Deixa a luz entrar

Deixa sair toda a dor, rancor e mau amor

Os dias vão passar

A grama vai crescer

Verde em nossa casa

Me abriga na tua asa

A treva vai esvanecer

E a gente, enfim, viver

Como prego e martelo

Que quiseram um ao outro

Em um amor que de provável tinha pouco

Mas rendeu um dos mais belos e loucos

Poemas do querer

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