uma coisa útil (ou não)

Eu aprendi uma coisa nova e que me ajudou muito, então resolvi falar sobre essa coisa aqui, porque talvez isso ajude alguém que resolver ler isso.

Bem, eu li em algum lugar que escrever ajuda a lidar com as emoções. Parece papo de livro de autoajuda, parece coisa clichê e “de mulherzinha” e pode ser que seja mesmo, mas, tô nem aí, achei legal e vou ~tentar~ começar a fazer, até porque eu gosto de digitar porque não tenho paciência pra escrever no papel.

Mas vamos logo ao que interessa, primeiro talvez fosse legal que vocês lessem o livro do Matthew Quick, que é foda pra caramba, que se chama O lado bom da vida, que é realmente muito bom e genial e tão simples que a gente entende direitinho tudo que tá escrito, como se tivesse acontecendo com a gente (na verdade, pode ser que realmente esteja acontecendo com a gente, só que de uma forma variada).

Com este belo livro e com esse negócio que eu li que diz que escrever ajuda a lidar com emoções e como eu estou tentando descobrir como a minha cabecinha-quase-careca funciona, eu uni o útil (aprender sobre si mesmo) ao agradável (escrever) e descobri essa coisa nova que eu tô me enrolando pra falar, que é pura e simplesmente ESCREVER PARA SI MESMO NO MESMO TOM QUE A CABEÇA DA GENTE TÁ ACOSTUMADA A PENSAR.

Simples. Se vocês tiverem tempo pra ler meus primeiros textos aqui, vão ver que esse e os três últimos estão escritos de uma maneira um tantinho diferente, menos formal, porque agora vocês estão lendo exatamente como eu penso, tipo, foda-se se tá certo ou não, eu penso desse jeito e se querem continuar lendo o que eu escrevo vai ser assim (tô brincando mas é sério). Porque essa forma é bem mais espontânea e pessoal e etc.

Claro que minhas coisas hiper secretas de menininha eu não escrevo aqui. Mas, eu descobri um jeito bem legal de extravasar as emoções e me entender direitinho comigo mesma. Que que eu faço? Bem, eu abro o Word e escrevo tudo que tá me incomodando, pra mim mesma, como se eu não soubesse de nada. Sim, tudo, inclusive aquilo. Sim, aquilo, aquela coisa bem secretinha que você finge que não sabe sobre si mesmo, porque não gosta de pensar que tu é assim, mas porra, se tu é, pelo menos assume pra si mesmo que tu é um cuzão, porra. É bem bom assumir as próprias verdades pra si mesmo do que ficar fazendo cu doce dentro da tua própria cabeça.

Então, sabe aquela coisa bem vergonhosa que tu fez no ensino fundamental, mas vive fingindo que não aconteceu, achando que assim realmente não vai ter acontecido? É MAS NÃO ADIANTA NADA PORQUE O QUE É FEITO NÃO PODE SER DESFEITO e se tu viu a pepequinha da tua coleguinha também não vai ser desvisto tá. Esse tipo de coisa, se é que me entendem. Ou, então, “hoje eu tive pensamentos ruins porque eu odeio tal pessoa que traiu a minha confiança, eu finjo que gosto dessa pessoa pra manter as aparências e ela não tramar contra mim, não sou exatamente uma cobra até porque só quem sabe que eu odeio essa pessoa é a minha consciência, talvez eu seja uma cobra mas estou apenas me defendendo, sou uma filha da puta, beijos e tchau” e coisas do tipo.

Então, eu abro uma janela no Word, despejo tudo que tá me incomodando, com detalhes informais etc e depois simplesmente fecho a janela. Não preciso nem quero salvar porque ninguém tem que tá bisbilhotando depois, mas também já assumi várias coisas e essa forma pra mim é bem melhor do que falar sozinha ou simplesmente pensar, eu escrevo que é algo que eu gosto de fazer e ao mesmo tempo eu me conheço fazendo isso.

Não gasto dinheiro com terapeuta, mas eu gastaria se tivesse, ninguém fica sabendo e eu me sinto bem melhor. Então, acho que seria legal tu que tá lendo isso até aqui, tentar fazer isso, quem sabe te ajuda. Se não te ajudar, bom, daí não é problema meu. Brincadeirinha.

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