Regressos em contos: 2- A mulher vermelha.

contos espiritualistas sobre regressão.

Mulher, cabelos ruivos e compridos um tom bem forte. Nariz e rostos finos, olhos pequenos e azuis, o tom de pele é bem branca. Vestido azul, até os pés, tecido leve e fino.

Uma borboleta voa sem nenhuma direção aparente, suas asas parecem ter uma única divisão. É de uma tonalização de rosa bem clara. Seu corpo é preto. Deve ter uns três centímetros. É uma floresta fechada, as árvores tem as copas bem altas, uma bem próxima a outra, com uma cor de marrom claro. Não consigo descrever como são suas folhas, uma é bem diferente da outra. Algumas árvores parecem ter cipós.

A mulher, aparenta ter uns 30/40 anos nessa hora, vaga pela floresta como se estivesse procurando alguma coisa. Tem uns fechos de luz bem fortes do sol, que passam pelos espaços que as folhas das árvores não completam.

A mulher está bem mais jovem. Deve ter seus quase vinte anos. Está feliz, passa pelas árvores sorrindo, se escondendo atrás de troncos. Sua mão, bem branca, pousa em um tronco bem escuro, produzindo um contraste ao tocá-lo. A mão de um homem pousa em cima da mão da mulher. Ela sorri ao encontrar os olhos dele. Seu rosto é confuso, provavelmente para que eu não consiga reconhece-lo. Seus olhos são escuros, seu cabelo é escuro e levemente bagunçado, não tem um penteado. Barba rala. Parece ser um pouco mais velho que ela(eu?), uns 5/7 anos, talvez. Eles estão felizes. Ele veste um casaco de manga comprida, um veludo vermelho com o punho vinho, botões dourados, sua calça é de um marrom bem escuro, quase preto. Segura a mão da moça e a puxa para ele. Ela deixa-se guiar, sorrindo. Eles se beijam. Estão apaixonados.

Uma fortificação, parece um muro que proteje um castelo ou um burgo. Está bem no meio da floresta. Sua espessura é grosa, construída com pedras grandes, uniformes e escuras. Existe uma passagem que lembra muito um túnel. Parece bem profunda, pois é bem escura. Um caminho de terra batida guia a trilha para dentro deste túnel. O casal caminha por ele tranquilamente. Dentro da fortificação, pessoas trabalham. Não se incomodam com o casal que passeava sozinho na floresta.

Não sei se eles eram um casal oficial, se eram parentes, ou se naquele período esse tipo de situação era aceitável. Também não consigo determinar, ao certo, em que ano ou local aconteceu.

Dentro de uma sala, janelas altas e compridas. A moça está apoiada contra uma delas, de cabeça baixa. A sala pertence a um senhor de cabelos brancos e óculos. Ele escreve alguma coisa em um livro. Está sentado em uma escrivaninha de madeira escura . Ela não tem vão nenhum, não é possível ver seus pés. Ele parece ser o pai dela. O homem está de frente para o senhor, olha para ele com um olhar intenso, está bem bravo e nervoso. 
Como não tem diálogo, não consigo entender o que eles tão dizendo. Mas o óbvio é que o senhor está separando o casal. Não quer os dois juntos. Eles estão sendo separados.

A Moça chora deitada em sua cama. A sensação é que ela está presa. Não consigo saber se o senhor a prendeu em seu quarto, ou se ela se sente dessa forma. Ela está desesperada. Sente muita tristeza e muita falta do homem.

O tempo passa, ela está mais velha. Tem uma cestinha em seus braços, onde ela colhe frutinhas de um arbusto. Parece que ela está completamente sozinha e abandonada naquela fortificação. Mas a verdade é que ela só se sente assim. Ela não se casou, não estabeleceu família. Passou a vida esperando o Homem voltar. Não criou laços com ninguém a sua volta.

O tempo passou, ela está bem velha. Está deitada em uma cama, o quarto é bem escuro. Muita pouca luz. Sua cama tem tons crus. Pessoas estão a volta dela. Segurando sua mão e colocando uma toalha molhada em sua testa. As pessoas estão bem tristes. Tudo que a mulher pensa é quando foi separada do homem que amava. Ela só consegue lembrar disso, está morrendo e está bem triste. As pessoas em sua volta choram, gostam muito dela, ela sempre foi muito agradável com aquelas pessoas, mesmo não tendo “conexão de volta”. As pessoas parecem gostar muito dela, mas a sensação é que, para ela, eles são indiferentes. Não existe o feedback amoroso. Ela só se importa com o homem, só quer o homem. Ela desencarna.

Está no alto de um penhasco, está esperando o homem vir busca-la. Uma luz forte se materializa próxima a ela. A Luz quer que ela vá com ela, chega de sofrer. A Senhora vai com a luz, mas está chateada, queria que o homem viesse encontra-lá.

Ela vai para o mesmo plano astral que o velho(conto 1) estava. Ela procura pelo homem, mas não o encontra. Ela fica triste. Está preocupada. 
Aos poucos vai se conectando com os espíritos que estão naquele plano. Mas está sempre pensando no homem, está preocupada que ele possa estar em planos inferiores, sofrendo. Ela vai ficando tranquila, o sentimento de falta e solidão vai se aquietando. Ela vai se conformando, mas a presença do homem ainda é muito forte nela. Ela conversa com o seu mentor, se arrepende de não ter tentado criar conexões, se arrepende de não ter se permitido gostar das pessoas que estavam a volta dela, se arrepende de não ter criado laços afetivos e ter formado uma família. Ela diz ao mentor que vai trabalhar essa questão de conexão com as pessoas, na próxima vez que voltar para a Terra.

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