Bandido bom é bandido morto?

Escutei essa frase diversas vezes na época em que os massacres em prisões estavam sendo muito noticiados pela mídia.

Noto a grande hipocrisia da frase ao não escutar o mesmo tipo de comentário sobre as prisões de políticos ou do Eike Batista e até mesmo do Goleiro Bruno, sim, aquele mesmo que preferiu mandar matar a mãe do seu filho do que pagar pensão.

Segundo o dicionário a palavra bandido significa “individuo que pratica atividades criminosas”, o que torna os homens sem rosto ou nome igualmente bandidos como Eike e Bruno.

A grande diferença se mostra na diferença de tratamento que cada um recebe.

Os homens sem rosto ou nome que morreram no massacre com certeza mereciam a morte, sendo que sequer sabemos o motivo pra cada um deles estar preso, eles podem ter cometido crimes terríveis, ou terem sido presos por engano, ou fizeram uma ação impensado num momento de desespero. De forma nenhuma estou defendendo nenhum deles. Mas se eles merecem tanto assim a morte por que Eike e Bruno não?

Eike era o exemplo do Brasil que deu certo, rico até dizer chega, cada empreendimento que iniciava se tornava um absoluto sucesso. Mas para ele conquistar isso realizou manobras ilegais, e merece sim ser punido por seus crimes. Mas pra que pedir morte pra um ex empresário não é mesmo? Afinal, ele não matou ninguém.

Bruno estava em crescente ascensão quando pediu que seu amigo Macarrão matasse e ocultasse o cadáver da mulher que era mãe de seu filho, o grande motivo dele: Não queria pagar a pensão (que nada mais era que sua obrigação). Foi preso, e agora já está em liberdade e detalhe: já foi contratado por um clube para voltar a atuar como goleiro. Incrível não é mesmo?

Aí as pessoas vem falar que defendem ressocialização de detentos, que ele (Bruno) merece uma nova chance.

E por que os homens sem rosto ou nome cujo crimes não sabemos quais foram não mereciam essa mesma chance?

Simples: eles não tem rosto, nome, dinheiro ou fama.

Sobra empatia pra quem tem status social, e falta para quem é apenas um humano comum.