O Imediatismo Fez A Nossa Geração Deixar De Sonhar?

Quando falamos sobre “Sonhos” para uma vida, falamos sobre algo muito maior do que planos para os próximos cinco anos.

Sonhos são grandiosos e podem compreender uma ou mais áreas da sua vida. Envolvem uma conquista que simboliza os anseios e aspirações da sua alma, do seu íntimo, dos seus desejos secretos, que muitas vezes não chegamos a revelar a ninguém.

Sonhos podem não se concretizar e viver apenas na esfera das ideias.

Você pode ou não, planejar ações para alcançar seus objetivos. Mas isso não significa que você viverá o seu sonho. Significa que você terá mais chances de alcançar seus objetivos.

É muito comum confundir sonhos com objetivos. Somos uma geração que trabalha por metas. Somos guiados por resultados que devem ser alcançados dentro de um espaço de tempo pré-definido.

Mas isso não é sonhar.

Objetivos e sonhos são coisas diferentes.

Objetivos são os pontos de chegada, que representam os resultados que queremos alcançar.

Sonhar é ter a habilidade de imaginar o impossível acontecendo em nossas vidas. É experimentar em pensamento e emoções, as sensações de viver uma vida que encontra seu significado maior de existência.

As crianças fazem isso muito bem. Sonham e fantasiam o tempo todo sobre uma realidade imaginária onde tudo que desejam se torna possível.

À medida que crescemos, vamos desaprendendo a sonhar e somos condicionados a planejar metas e objetivos de curtíssimo prazo — já que atualmente a expectativa de vida no mundo é acima de 80 anos.

Queremos o aqui e agora. O resultado imediato. Conhecemos desde muito cedo os limites e os obstáculos que a sociedade coloca para nossos sonhos. Nada pode, ou não dá certo porque alguém já tentou e não funcionou, ou tem tantos empecilhos que desistimos mesmo antes de tentar. Melhor mesmo, é ficar no que é comprovado e pouco arriscado. Sonhar pra que? Para se decepcionar depois?

Quantos de nós fomos influenciados por esta maneira de pensar sobre a vida?

Construímos nossa vida em volta de objetivos, que uma vez alcançados, deixam ter tanto valor assim. Diante da escassez de significado, o que fazermos é ir atrás de outros objetivos.

Muitos estudiosos do assunto chamam isso de “insatisfação crônica”, um estado em que o individuo sente que nunca tem o suficiente.

O que acontece com a nossa geração sem sonhos e baseada no imediatismo?

Não é incomum, ouvir de grandes executivos, que chegam ao topo de suas carreiras, que eles sentem falta de um motivo maior para preencher um espaço que fica vazio.

Reclamamos da falta de reconhecimento, de valorização e de incentivo da sociedade em que vivemos, mas não nos damos oportunidade de fazer isso por nós mesmos.

Qual a solução?

A resposta não é tão simples assim e nem genérica o suficiente para atender a todos igualmente. Mas uma coisa eu posso dizer: precisamos reaprender a sonhar.

Ter sonhos nos inspira a fazer ou conquistar o inimaginável. E isso, facilita uma experiência que é primordial para o ser humano: a sensação de superar-se, de ir além dos limites e experimentar nosso potencial em prol de uma causa que faz muito sentido para nossas vidas. I

Você sabe como você quer que sua vida seja em 15 ou 20 anos? Como você gostaria de estar vivendo? O que seria importante para você ter ou ser neste espaço de tempo?

Sonhe e divirta-se no processo de aprendizagem que esta experiência te proporciona. Certamente, você irá viver mais para você do que qualquer outra pessoa. Aliás, não é para isso que estamos aqui?

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