Minha Base de Sustentação

“Não deixe que as pequenas coisas lhe ocupem o pensamento por mais tempo do que elas merecem”. Marcus Aurelius

Mudanças de vida requerem força de vontade e persistência. Nossa tendência natural é permanecer na zona de conforto, mesmo que não estejamos totalmente felizes, pois os incômodos que sentimos já são nossos velhos conhecidos e encarados como inevitáveis. Assim vamos empurrando com a barriga, na ilusão de que um milagre aconteça um dia…E aí, o tempo passa, o milagre não chega, e os incômodos se tornam intoleráveis!

Eu estava mais ou menos nesta situação. Não que não estivesse tentando mudar, mas as minhas açoes não tinham continuidade, eu reclamava mais do que agia e me escudava em desculpas tipo “deixa meu filho se formar, aí terei mais liberdade para correr riscos” ou “para largar um emprego desses, preciso pensar muito” ou “talvez meu emprego não seja tão ruim assim para ter que mudar de repente”…

O fato é que 5 anos se passaram, meu filho se formou e eu tenho estado tão intolerante com minha rotina de trabalho, que não dá para continuar. O momento chegou para eu fazer a mudança e buscar novas experiências! As desculpas se esgotaram e o meu nível de insatisfação cresceu a tal ponto que buscar novos caminhos se tornou o único caminho!

Suporte psicológico

Meu primeiríssimo passo nesse projeto de transição foi reiniciar a terapia, depois de ‘dar um tempo’ de 4 anos. As sessões semanais têm me ajudado a clarear a mente, espantar medos excessivos e identificar caminhos, além de trabalhar no ajuste de comportamentos que estejam desalinhados.

Fonte de Inspiração

Como se diz, quando o aluno está pronto, o professor aparece. Foi o que aconteceu comigo. O livro “O obstáculo é o caminho” (tradução livre), de Ryan Holiday, caiu nas minhas mãos assim por acaso e tem me inspirado bastante nesses tempos de incertezas e mudanças. O livro se baseia no estoicismo, que prega o emprego da razão no enfrentamento dos problemas da vida. Segundo o estoicismo, as emoções afetam negativamente a tomada de decisão, pois distorcem a nossa visão da realidade.

A leitura do livro de Ryan Holiday me mostrou um lado pragmatico do estoicismo que não conhecia. Minha visão era de que os estoicos eram essencialmente pessimistas. Na realidade, eles pregam que as dificuldades devem ser vistas como oportunidades de crescer e se fortalecer.

Aqui estão as mensagens que o livro traz que me servem de guia:

  • Os fatos da vida devem ser vistos como eles são: apenas fatos, que por si só não são “bons” ou “ruins”.
  • Nossas ações devem mirar nos fatos sobre os quais temos controle. Só assim podemos avançar. Tentar mudar o que não temos controle, é perda de tempo.
  • Deixar-se levar pelas emoções não ajuda a resolver o problema.
  • Focar em progresso, não em perfeição – dar pequenos passos, sem se preocupar sobre o que vem depois ou com os resultados.
  • O que importa é o processo, não o resultado final.
  • Ser persistente é a chave do sucesso – momentos “eureka!” não aparecem do nada, mas são resultados de tentativas exaustivas.
  • Devemos ter expectativas realistas.
  • A melhor ação nem sempre significa mover para frente, mas pode ser ficar parado.
  • As dificuldades devem ser enfrentaras com aceitação e entusiasmo. Só assim elas podem se transformar em oportunidades.

Meditação

Vivemos hoje num mundo de “distrações”, o que nos tira de foco e aumenta o estresse. Por isso, mais do que nunca, precisamos reservar um tempo de quietude e contemplação diária, para limpar a mente da agitação da vida moderna — uma mente saudável resulta em uma atitude positiva, que dá motivação para seguir em frente. Mais importante, meditaçao ajuda a regular as emoções e, com isso, propocia o equilíbrio mental necessário para a tomada de decisões.

Por isso, eu recarrego as baterias quando faço caminhadas com meu cachorro, ou ao acordar, dedicando de 10 a 15 minutos para meditação ou quando aprecio arte (seja ouvindo música, apreciando arquitetura urbana enquanto caminho pela cidade, ou indo a um museu).

Este pequenos momentos de contemplação/reflexão ajudam a me manter centrada e vivendo cada momento de forma plena. Quando vejo que algo me tira do centro, paro e respiro fundo e procuro fazer algo que restabeleça o equilíbrio. Ou seja: procuro aplicar o que aprendi em minhas incursões no budismo sobre mindfulness.

Suporte de familiares e amigos

Este é um aspecto fundamental na vida: o grupo de pessoas que nos amam e torcem pelo nosso bem-estar.

Nas fases de mudança de vida, precisamos ainda mais de alguém em quem confiamos para trocar ideias, ouvir pacientemente nossos desabafos e nos lembrar do mais importante. – saber que não estamos sozinhos na jornada!

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