“Adeus Ano Velho. Feliz Ano Novo.”

{Fiz essa reflexão no final de 2015, mas gostaria de “eterniza-la” aqui}

Eu poderia cantar essa música ou recitar o poema O Tempo de Drummond, mas sinto a necessidade de fazer uma reflexão que tem se formado nestes últimos dias desse ano de 2015.

Um “adeus” é um ato forte. Remete à sensação de esquecermos aquilo a que se diz um adeus. Como se não devêssemos o encontrar novamente. De fato, durante a vida, conhecemos muitas pessoas e precisamos nos despedir delas. Às vezes podemos revê-las em outro momento, mas com algumas pessoas, se torna quase impossível um reencontro.

Cada pessoa é um ser único e não há como comparar a vida de duas pessoas. Cada um, desde pequeno vive suas próprias experiências e adquire seu próprio conhecimento de vida. E com o tempo, vamos crescendo. Vamos nos tornando mais velhos. E anos se passam. Anos novos sempre veem e depois… Se tornam velhos, assim como nós nos tornamos mais velhos.

É interessante esse paradoxo da vida, não? O ano velho que se vai e o ano novo que se vem. Crescemos, amadurecemos, nos tornamos mais sabidos. E será que um “adeus” ao ano velho cabe bem?

Vamos observar a importância da história de quaisquer das coisas no mundo. A história de uma nação, sua cultura, as dificuldades sociais, políticas e econômicas. A história de cada pessoa… Tudo isso é tão importante, para relembrarmos e aprender com os erros e acertos. Se não fosse a história das coisas, não compreenderíamos muitas coisas. O contar, o narrar, o dizer, o escrever… Atos tão simples e comuns, mas muitíssimo importantes.

E quanto a este ano que se vai (ou já foi), quantas coisas o nosso Planeta Terra vivenciou, não é mesmo? A começar pelo nosso Brasil, que ainda passa por diversas crises: políticas, sociais, econômicas, culturais, ambientais, religiosas e ideológicas. E podemos estender a dimensão para outros países e culturas. Acredito que muitas coisas que vivemos, vemos, ouvimos e lemos neste ano, serão lembradas por anos e anos na história do mundo.

E por que, ainda questiono, dizer “adeus”, se havemos de lembrar? O ano que se vai, na verdade ficará. Sim… ficará em nossas mentes. Havemos de crescer, envelhecer e precisar de relembrarmos… Para contar e repassar todo o conhecimento que tenhamos conosco.

E agora ouso dizer… Não ovacionarei um ano novo, mas sim, memórias vivas e fortes! Que sua mente seja fortificada. Que você relembre de tudo o que passou. E pretenda contar e recontar lindas histórias.

Contudo, é preciso lembrar que existe uma História única, recontada por séculos e por muitas vidas. E essa História ainda será contada e relembrada. É a Grande História da criação do nosso planeta. A Grande História de um amor maior, em que o Criador do mundo criou o ser humano para estar perto. Entretanto um erro fatal aconteceu, e tem sido difícil pra muitos conhecer e se aproximar Dele. Esse erro é o pecado, uma mistura de orgulho e individualismo e falta de amor, que pode deixar o homem cada vez pior, e sendo capaz de fazer atrocidades. Mas o antídoto é uma reconciliação que cada um pode fazer com o Criador. Essa reconciliação é feita através do sangue, da morte e da vida (principalmente) de Jesus, o Filho do Eterno. Sim, Eterno. O Princípio, o Meio e o Fim de tudo. O Prelúdio, o Interlúdio e o Poslúdio de uma linda canção. O Dono da maior e eterna História.

E é essa História que deve permanecer, através de anos, velhos e novos, sendo contada, por velhos a novos, e vivida, nos renovando… Pois “Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (2 Co. 5.17).

Que sua vida seja cheia do Espírito Santo, neste ano que se inicia, e nos próximos que hão de vir.

{Escrito por mim, em 31/12/2015, com alterações.}