ainda não entendo como certas pessoas conseguem me caracterizar como um alguém frio. eu sinto, eu sinto, eu sinto. eu sinto as coisas numa intensidade fodida, a ponto da minha própria mente machucar meu ser inteiro. me quebro em milhares de pedaços ao pensar que tudo poderia ter sido diferente se eu não fosse tão insuficiente assim. a culpa é sempre minha? talvez não. não é. e como eu digo, sentir não é um fardo. fardo não é o que você carrega por sentir. sentimentos são aquilo que chamamos de combustível da alma. mas sentir dói, e como dói. por enquanto foco e perpetuo a ideia dessa atual dor ser a culpada por dilacerar o universo que há dentro de mim. e inclusive, é um universo bonito. eu sei que é. e um dia será suficientemente bom pra fazer alguém se perder nele e depois se encontrar, da forma mais linda que essa situação possa se concretizar. sei que essa dor passa. porque tudo passa. porque o tempo cura. e tudo vai se encaixando, tudo vai acontecendo como tem que acontecer. eu só preciso aprender a procurar, a encontrar uma melhor versão de mim mesma, a qual eu possa acordar e me orgulhar. aí, eu me amarei. aí, poderei amar alguém. só peço que trabalhe, tempo, que eu trabalho contigo. paciência. aprendizado. evolução.

anna
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