Arte Divina

Diante de tamanha humanidade, egoísmo, amnésias e falta de humildade, compreendo a necessidade de me sacrificar a fim de me aproximar verdadeiramente do meu Criador, despida de cerimônias, como ato de rendição e adoração.

Poderia nomear meu Senhor de múltiplas formas, mas hoje fico com Criador.

Entendendo que Deus é diversificado e criativo, arrisco em aproximar a ideia de belo, estética e plasticidade a mim também, como parte da criação. É incrível como vejo inesgotavelmente o brilho do sol, da lua e das estrelas, arraigada de apreciação artística, mas quando me olho no espelho o encantamento some.

Frente à essa questão, imediatamente, Deus me mostra a importância de ser quem sou. Meu Criador, ultrapassa os limites do achismo e com propriedade sabe dizer sobre mim e o que estou em vias de me tornar. Quando entendo que Deus me dá livre permissão à essa dimensão de ser e, portanto, acontecer em Cristo, e a executo, confio na graça libertadora e salvadora que faz de Cristo maravilhoso escultor de mim.

Felizmente ou não, é impossível viver em regime de representações e reproduções com Deus, o que aliás acho que seria uma traição a alguém tão sincero e íntimo.

Sou o que sou e Deus me conhece completamente. Preciso me relacionar sem máscaras, esconderijos e resistências.Minuciosamente; dando a cara a tapas; me permitindo não estar no controle.

Sobretudo amo meu Criador e a mim para finalmente amar o meu próximo, em caráter de apreciação da arte Divina como um todo. Assim como o sol, o mar e o outro brilha, há uma luz dedicada a mim também. Alcançar tal pensamento é sem dúvida se derramar na alteridade, comunhão e composição, entendendo que Deus é artista e com sensibilidade cuida, formata, expõe, resignifica e modela suas obras.