Eu sinto sua falta.
Eu sinto sua falta, mas não como antes. Não sinto sua falta como sinto de respirar de baixo da água depois de uns segundos, como se precisasse, como se dependesse disso. Sinto sua falta em momentos como esse, em momentos que tínhamos quando eramos sinceros um com o outro com aquilo que saísse de nossas bocas vulneráveis em sua cama. Nesses momentos não eramos namorados, não eramos amigos, não eramos amantes. Só eramos. Eu era eu e você era você, tentando explicar a complexidade de tudo ao nosso redor e de nós. 
Eu sinto sua falta como naquele dia em que você me fez acreditar no talento que tinha para fotografar, como você olhou nos meus olhos e enxergou cada ponto que ninguém tinha conseguido antes em cada fotografia tirada( e depois de você, ninguém me fez acreditar daquele jeito. Nunca mais fotografei).
Eu sinto sua falta como naquela noite(na nossa ultima noite)em que cada palavra que você falava chorando doía em mim e em você, na mesma intensidade. Eramos intensos. Você e eu. Eramos. 
Você me disse tantas coisas que levo comigo até hoje e hoje, justamente hoje, precisava de você comigo, precisava falar com você e precisa ouvir você. Precisava saber se devo continuar tentando ou se devo deixar ir, como você me deixou. Precisava ouvir de novo as coisas maravilhosas que de acordo com você mereço, mas como eu te dizia “As pessoas aceitam o amor que elas acham que merecem”. Eu não deveria ter aceitado o seu, devo aceitar o dele?
Eu sinto sua falta.
Eu sinto sua falta, mas não como antes. Sinto sua falta como de uma criança sente de um brinquedo perdido que ao ver o novo não se lembra mais.

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