Antares 28 anos

1988 foi um ano de crise, com altas taxas de inflação e desemprego. Resultado de uma economia frágil e que diminuía diariamente o poder de compra dos brasileiros. Vivíamos a década perdida, segundo os economistas.

Nos jornais, a promulgação da nova constituição seria o marco final da ditadura e o início de uma vida democrática e cidadã.
Na TV, a novela Vale Tudo abordava a corrupção como o problema central de um Brasil que desejava mostrar a sua cara na voz de Gal Costa.

Enquanto a fictícia morte de Odete Roitman divertia a população, a cruel realidade do assassinato de Chico Mendes, despertava em todos a necessidade de preservação da Amazônia.

Cazuza nos convencia de que o tempo não para e Airton Senna nos mostrava, no seu primeiro título mundial, que o brasileiro tinha talento e braço forte para vencer.

E nesse 1988, 12 de fevereiro, a gente nasceu.

Somos cria da crise com a transição.
Somos a ideia que, há 28 anos, evolui e funciona.

Sem autoelogio: a gente é um fato.

Os tempos mudaram, a comunicação mudou e a gente também.
Mas sem perder a essência de aceitar um desafio com seriedade, profissionalismo e claro, criatividade.