Eu tenho medo, mas não os temo.

Existe um pedaço da vida que é composto por partes desconexas, eu colocaria nessa parte principalmente as análises chulas. Não se empolgue, aqui vai uma delas, aliás, sobre futebol.

Todos os dias penso a respeito de diversos temores da vida adulta. Mas logo me sinto acolhido pela vida meridiana, ou seja, a fase da adolescência. Fase essa que é blindada pela fase infantil.

Se pararmos para prestar atenção nos jogos de futebol notaremos uma semelhança, todo “bom futebol” segue praticamente uma receita de bolo, cada jogada é construída em fases, para que, ao término dela tenha-se exito. Não seria então uma jogada inteira semelhante a uma vida? Vejamos:
A nossa vida é composta de três principais fases, a infância, a adolescência e a fase adulta. Não me pergunte sobre a fase da velhice, os times devem evita-la, explicarei por final.
Discorreremos a respeito das fases então, sempre as correlacionando com um ataque que começa onde deve começar, em sua fase embrionária:

A infância, fase da vida que temos pouco conhecimento, pouca responsabilidade e principalmente pouquíssima independência. Essa parte da vida ficará a Defesa.

Quando uma jogada ofensiva parte da defesa podemos notar uma vero-semelhança com esse pedaço da vida: A defesa tem pouca capacidade técnica se comparado aos meios-campos e os atacantes do time. Tem pouca responsabilidade em ser decisivo no ataque e principalmente pouquíssima independência ofensiva, isto é, precisa-se tomar cuidado para não errar ali pois seria fatal, já que, estarão sozinhos e desamparados na maioria das vezes que tentarem alguma “arte”.

“Não perde ai, caraca” — Qualquer jogador gritando para o defensor que está sendo pressionado.

A adolescência chega, a fase da vida onde ocorrem as suas primeiras experiências. Onde você tem o “direito” de errar, mas não errar muito. Erros contínuos e veementes podem acabar com sua vida nessa parte. Pois bem, o Meio-Campo se encontra aqui.

Possui uma grande responsabilidade para realizar a transição da infância para a vida adulta. Não é exatamente como se sua vida fosse acabar caso tenha erros na adolescência, claro que não, mas ficaria muito mais fácil se ocorresse tudo certo nesse pedaço. Mesmo que seja uma parte importante da vida ela passa muito rápido, e a vontade de alguns de permanecer nela mais do que deveriam acabam prejudicando sua vida adulta, os tornando infantilizados novamente.

E por fim, a tão sonhada vida adulta, aqui você tem autonomia, pode errar — as vezes — sem que comprometa o jogo. Você já entendeu né? Aqui ficará o ataque.

O lugar que se faz gols, onde necessita-se de capricho o tempo todo e muita disciplina. Já pensou, na vida adulta, perder uma oportunidade? Não mesmo! E é assim com o Ataque, cada chegada precisa ser mortal, precisa levar a bola ao fundo da rede, sempre que possível. Para muitos, matar um leão por dia.

E é assim a vida “ofensiva”, em uma partida de futebol.

Ah claro, faltou a velhice. Bem, a velhice é caracterizada por uma grande experiência, porém, em sua a capacidade quase nula de executa-la. Do que adianta um time possuir a experiência necessária em todos os lados do campo e não conseguir progredir?

Isso termina minha análise de uma coisa tão simplória que é a vida, com uma coisa tão complexa que é uma partida de futebol. 
Note também, que ao inverter as fases, Defesa-Adulta, Meio-Campo-Adolescência e Ataque-Infância, obteremos a vida defensiva. Os atacantes tem pouca responsabilidade, os meios-campos média e a defesa uma grande.

Na vida teremos diversos problemas, assim como numa partida de futebol, bons atacantes adversários, contratempos, atrasos, uma defesa bem postada e entre tantas coisas. As consequências desses problemas podem ser enormes, e é melhor que você tenha medo delas. Mas não tema os problemas, mate no peito, todos.

Tenha medo, mas não os tema.