Seria fruto da mente?

Dedicação. Não me surpreende mais que as coisas não sejam balanceadas, que tudo pareça estar ótimo, e ao mesmo tempo, uma bagunça, com todos os possíveis desastres em mente a um segundo de acontecerem. Isso gera desconforto, angústia e outros infinitos sentimentos que nós nem conseguimos descrever. Nos encontramos em situações insatisfatórias, em tomadas de decisão as quais nós preferiríamos não ter que tomar, em uma “sinuca de bico” por assim dizer. Mas como uma pessoa ansiosa, eu me coloco a questionar: “Será que tal insatisfação seja coisa da minha cabeça?”. Não pelo simples motivo de não querer uma mudança, mas por não conseguir entender direito que essa insatisfação seja só minha e que ninguém mais a sinta e portanto, não vejo motivos suficientes para que eu diga algo.

Ainda assim, incomoda, dói, dá nó na garganta e tudo isso por algo que pode muito bem ser fruto da mente de alguém impaciente. Não desejo mudança, não agora, quando as coisas parecem estar se encaminhando, botar lenha na fogueira me parece ser a ideia mais estúpida que alguém poderia ter.

Quando colocamos outros a nossa frente, tendemos a esquecer do nosso próprio bem-estar, se sentir insatisfeito com alguma coisa não nos significa que algo esteja errado com o outro, mas sim, conosco. Isso me faz refletir sobre o quão distorcidas as coisas podem ser, como podemos sair de uma situação levando todas as culpas possíveis, sem nem mesmo ter dito uma simples palavra.

Se sentir preso, mas sem motivos para recorrer, por já ter se acostumado com tal tipo de situação, por ter medo da mudança, por se sentir intimidado pela força daquilo que se tem a dizer, por não saber dizer da maneira que se gostaria, nos deixa encurralados, sem saber como agir.

Ninguém é perfeito, não nos livramos da culpa, mas podemos encontrar um jeito de se dedicar um pouco mais, de se importar um pouco mais, de não deixar que a mente se torne a nossa própria prisão.