Alma Aprisionada

A alma aprisionada chora
Ela grita o desejo que não sai
Na noite clara adormece
No sol quente apenas se distrai.

Busca o conforto do sossego inquieto
Mas a dor é maior no silêncio profundo
Encara a vida com olhos dúvidos
E sente a carne triste, sombra do mundo.

Sufocada quer o que não sente
Traz no erro, o julgamento em si
Na raiva, o medo engessado
Na memória, aquilo que aprendi.

Mas a alma aprisionada chora
Entre o erro e a loucura se perdeu
Na lágrima a dor de sentir na vida
O sonho que nunca aconteceu.

Mas hoje, quer mais que tudo na vida
Fazer de ti uma razão para amar
Pois só tu, ó minha arte querida
Me faz ser Eu, sem medo de errar.

13/10/2011