Amor de panela

Jazia em meu peito o pranto enfim
Das palavras mal faladas para mim
E do que restou, foi por ela?
Não!
Foi por causa da beringela.

Nó na garganta, o descaso…
Promessas sem fim
E como tudo passa na vida
Tal qual perfume de jasmim
E do que se foi sem entender, foi com ela?
Não!
Foi por causa da beringela.

A distância, o trabalho eram fardos tão duros assim?
Nem sequer quis provar do meu pudim!
E do que não pensou, foi pensando nela?
Não!
Pensou apenas na beringela.

Que prefiras agir com cautela
Acho justo e não posso negar
Mas por causa da bendita da panela
Não posso deixar de pensar
Que prefiras a dúvida a amar
E assim, desviar qualquer sequela
A outra vez vir me encontrar
Cozinhando a beringela.