Articulada

A mão segura a caneta
Não vê a fala dos olhos
Só sente o tremor da rima
Que vem da alma irriquieta
A garganta embargada que chora
E o coração que lastima
A dor que ainda vigora.

Ah, quão feliz’tou mão querida
Que só mantém a caneta a desenhar
Não sabe o resultado da trilha
Não se perde na loucura do amar.

Mas quando esgotada na escrita
Ainda um último verso a dizer
Percebe quão louco é o poeta
Que de ti nem pensa esconder
A verdade daquilo que tem
Perpetuado no medo da vida
Entendendo o porquê do desejo
De ter teu apoio na lida.

Mas ó tu mão que me ajuda
Ainda que não entenda a razão
Entende a luz que me move
Usar-te a expressar o coração.

11/11/2011