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Nov 20, 2017 · 4 min read

Olá a todos!

Começo por dar os parabéns ao Joaquim Sapateiro pelo prémio Formador do ano; e também aos finalistas Ana Leite e Sérgio Gomes. Parabéns ao José Lourenço pelo Prémio Carreira. Parabéns a todos quantos dão o seu melhor para formar melhor, e o meu desejo de que se sintam devidamente premiados por fazê-lo. E parabéns à organização deste Encontro, que nos permite pensar em conjunto sobre tantos aspectos importantes da e para a aprendizagem.

Alguns apontamentos sobre o tanto de que aqui se falou hoje (e, por falar em apontamentos, também eu introduzi um apontamento vermelho [batom] para me sentir mais empowered, a acreditar nas dicas do Alexandre Monteiro - estamos cá para aprender!).

1. Vimos que a Inteligência Emocional se desenvolve durante toda a vida [Sofia Ramalho];

2. Que somos “imortais” naquilo que deixamos aos outros; por isso há que lhes deixar o melhor [tópico iniciado por João Lourenço e revisitado por Nuno Colaço];

3. Que as memórias emotivas são extremamente importantes para a aprendizagem [Ana Cruz];

4. Que é imprescindível que haja formações felizes [Catarina Rivero];

5. Que muito bons resultados se atingem com alguns “banhos de emoção” [Didaskalia];

6. Que a emoção é o que nos incendeia e nos leva ao resto: à curiosidade, à vontade, ao abrir de novos caminhos. E que a aprendizagem vai muito além daquilo que é ensinado, como referiu João Leite, tão, tão bem;

7. E parece até que vimos equipados com o que é preciso — um contributo brilhante de Nuno Colaço, que trouxe muito sobre isto de se ser “humano”, que, por ser tanto, dele pouco se pode dizer com toda a certeza ou razão;

8. Que a “caixa de primeiros socorros das emoções” de cada qual é essencial para a sua sobrevivência, e nós podemos contribuir para o seu reforço, seja ela a dos nossos formandos, a dos nossos filhos, a de todos aqueles aos quais nos dedicamos [lembrando a partilha de Maria Palha];

9. E se as emoções nos tornam vivos, elas serão as boas e as menos boas; e há que reconhecê-las, valorizá-las e integrá-las, para se ser “equilibrado”, para se seguir em frente [Ricardo Cabete];

10. E o papel central da empatia!!!… Quando bastará, tão só, “olhar para o outro”! [António Sacavém].

Vimos isto, e muito, muito mais…

E a segunda parte da tarde levou à prática muito do que se disse e não disse [Ana Teresa Penim, Artur Queirós Moura, Tiago Lopes Lino, Cristina Baptista]. E relaxámos, e brincámos, e dançámos e… O que mais posso dizer?

Quando um aluno se cruza, anos depois, com um antigo professor seu, e lhe diz: — “As saudades que eu tenho das suas aulas!”… Isto não é só isto! É porque algo daquele encontro o tocou, mexeu com ele, o fez crescer, transformou, melhorou. Alguma coisa fez com que o indivíduo, de certa forma, levasse um pouco daquele ‘mestre’ consigo.

Se um destes dias mais não houver que permita distinguir-se entre o ser humano e seus semelhantes andróides dotados de avançadas inteligências artificiais, estou convencida que “isto” ditará a diferença… Esta consciência de que determinado momento ou fenómeno foi importante porque deu que sentir. Este sentimento da importância das coisas, mesmo sem saber avaliar a razão dela; validada simplesmente por sentirmos que é real. A noção existencial da nossa presença no mundo a que aludia João Palma na sua sessão sobre ‘mindfulness’.

Ser-se sensível é tão complexo, e tão difícil, que nenhum ser humano é perfeito em gerir o que sente, e por isso, creio, jamais conseguirá criar uma máquina que nisso o supere.

Por essa razão, dar a sentir é, de tantas coisas que temos para oferecer, para ensinar, para partilhar, talvez a mais importante.

Aristóteles terá dito, trezentos e muitos anos antes de Cristo: “A alegria que se tem em pensar e aprender faz-nos pensar e aprender ainda mais”.

Já Heráclito afirmara, 150 anos antes: “A inteligência não ensina a aprender muitas coisas”.

E, num salto sobre dois milénios e meio, esta citação de Miguel Esteves Cardoso: “Ensinar é um ato generoso. Mas quando se limita à transmissão, é bastante mais estúpido”.

… 2500 anos!!!

É curioso, tudo isto:

Aprendemos mais, gostando de aprender. Aprendemos mais quando nos sentimos capazes de aprender. Ensinamos mais se gostamos de o fazer. Ensinamos melhor quando nos sentimos capazes disso.

E isto, são emoções!

É um crescimento dual, o nosso, o de quem forma: aprender e ensinar, aprender a ensinar: aprender para ensinar; ensinar a aprender, aprender ensinando… Ativando duas pernas a cada passada. E duas forças: cognição e emoção. E, uma vez mais, a ideia de que para se transmitir emoções positiva - que são motor de avanço - é preciso tê-las [Fernando Baptista]… E estar disposto a partilhá-las!

[O repto:]

Não sendo muito arriscado presumir que a maioria das pessoas aqui presentes é formadora ou, em algum momento, ministra ou ministrou formação, permitam-me a pergunta: quem é que daqui dá formação de forma apaixonada?

[Mãos no ar]

Obrigada, mas não baixem já os braços. Peço-vos uns segundos para olharem ao vosso redor… Para toda a gente na sala; desde aquela ponta, a esta ponta. Para todos e cada um de vós. E também há mais uns quantos fora desta sala…

O que é que vos parece, isto?

A mim parece-me que estamos muito bem entregues.
Porque é a paixão de uns que apaixona os outros!

Obrigada, colegas, parceiros e demais que contribuem para a qualidade da formação das pessoas.

Obrigada, Mário [Martins], por tanto trabalho posto nestes momentos cheios de coisas boas.

Seguiremos formando com emoção!

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