Alguém já te passou uma receita de bolo?

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Você provavelmente está acostumado a ouvir as pessoas dizerem que é recomendável poupar 10, 20 ou 30% do seu orçamento todos os meses. Mas será que é assim tão simples? A mesma “receita de bolo” pode ser o caminho ideal para todas as pessoas? Não, claro que não.

Seguir uma recomendação totalmente descontextualizada, sem relação com seu projeto de vida, seria semelhante a dizer que várias pessoas podem calçar os mesmos pares de sapato.

Mas, o que aconteceria na prática? Para alguns, os sapatos ficariam apertados; para outros, folgados demais. Para algumas pessoas, os sapatos poderiam até servir, mas sem agradar verdadeiramente e atender aos reais anseios de conforto e bem-estar.

O fato é que cada um de nós tem um projeto de vida que é totalmente particular, individualizado. Temos objetivos pessoais e profissionais e é isso que deve nortear a maneira como o orçamento será estruturado.

Quando consideramos um projeto de vida, abandonamos o discurso da “receita de bolo”, do “poupe X% do seu orçamento todos os meses”, para focar em algo personalizado e alinhado com o seu contexto de vida.

O que quero dizer é que a quantia que você deve poupar e onde investirá mensalmente depende de um referencial, que são os seus objetivos de vida. Eles representam o alicerce, a base de informação necessária para definir suas estratégias de investimento.

Para exemplificar, definir um plano de investimento para a aposentadoria é diferente de um plano de investimento para a compra da casa própria ou para trocar de carro a cada 4 anos. Cada objetivo tem um prazo diferente e requer aplicações financeiras distintas, com menor ou maior liquidez, com mais ou menos risco.

A sua própria receita pode ser criada a partir das seguintes informações:

  • Qual é seu objetivo?
  • Quanto ele custa?
  • Qual o prazo para alcançá-lo?
  • Qual a melhor estratégia de investimento?
  • Quanto precisará poupar por mês, adotando a estratégia de investimento escolhida, para alcançar o objetivo no prazo desejado?
  • Esse objetivo é realmente relevante? (Se não, abandone a ideia!)

Assim, fica claro que você terá metas de investimento — para cada objetivo — e saberá exatamente quantos por cento do seu orçamento deverão ser destinados para investimento.

Se você chegar à conclusão, por exemplo, que todos os objetivos que serão priorizados por você requerem investimentos que correspondem a 35% do seu orçamento, todas as suas despesas precisarão se encaixar nos 65% restantes. Dessa forma, você custeará os gastos necessários para viver bem o presente, ao mesmo tempo que caminha na direção de viver um futuro com a qualidade de vida desejada, proporcionada pelos investimentos frequentes.

Com carinho!

Fernanda Prado, ajudando pessoas através do Planejamento de Vida e Finanças Pessoais.