“Perdendo o sentido; sentir; sentindo; indo ... Pra onde?”

Conversa entre um Superego latente e um ID quase ausente.

Nesta conversa, é basicamente a estória de apenas uma pessoa. Sim -é verdade-. Mas, tem um narrador pra dar rumo no que tudo está sendo reservado e preservado aqui. Ou não. O narrador, pode ser uma outra figura? Pode ser talvez o tal EGO, não dito no título? Please, sem spoilers.

Narrador: Ela já começa a fala com uma certa “ousadia”, esta que, está propondo o questionamento em querer saber -ou adivinhar-, qual o caminho que esta percorrendo neste momento.

ID: Ai que saco, -sim, saco- muita das vezes se questionar, assim, de repente.

Superego: Ue, se achas um saco, porque não sabe a resposta? Porque estamos aqui? Discutindo algo “nosso”?

ID: Capricho, puro capricho “t-eu”.

Superego: Olha, tudo começa do ponto de vista em que você acreditou que precisa se questionar, muitas das vezes estamos sujeitos a nos julgar, sem previamente um pensamento do senso comum que aquilo que estamos seguindo -e indo em direção- pode ser mais tranquilo e “normal” do que você acredita que seria.

ID: O que é normal pra você? Maldito otimismo. Não fale o que pouco sabe. Aliás, você sabe é nada!

Superego: Ok, talvez eu pouco saiba sobre todos os “nós e nós” que ficam diante dessa situação, talvez você esteja certx, “otimismo” não resolve. Mas, me diga então VOCÊ. O que sabes?

ID: Você nos trouxe até aqui! O que estamos fazendo afinal? Quer realmente que eu me exponha, e fale o que eu penso?

Narrador: O clima parece que não está favorável, o clima está esquentando aqui.

Superego: Olha, vamos realmente falar do que precisamos. Sugiro que seja objetivx, temos tempo, mas, que sejam gastos com outras coisas mais produtivas.

ID: Se isso não é produtivo, porque estamos aqui? Ok. Vamos.

Superego: Defina sentimento do HOJE, do AGORA.

ID: Falar sobre o agora, me remete a pensar no passado. Tudo começa a partir de um caso — resolvido de apenas uma das partes — e que me é sugerido esquecer. Algo não funcionou como esperava, e não ESQUECI. Não esqueci porque foi importante, aliás, o que você considera como otimismo para “seguir em frente”, pra mim não tem essa. Se não esqueço, não da pra seguir o seu joguinho de “esquecer”. Poupe-me. Não gosto muito do seu jeito, me irrita.

Superego: O que te irrita? A verdade? Prefere o caos? Prefere sofrer?

ID: Me irrita pensar na possibilidade de sentir algo por alguém. Me irrita a possibilidade de que essa pessoa — recíproca — faz parecer que apenas eu sinto tudo isso. Me irrita a sociedade acreditar que um relacionamento é taxado por títulos, me irrita indisponibilidade. Me irrita querer e não poder. Me irrita Maomé não ir até a montanhx. Ah, não queira isso de novo. Sério. Cara, eu odeio tudo isso.

Superego: Vamos por partes, você está falando agora de alguém? Seja objetivo, pelo menos HOJE!

ID: Olha, exposição comigo, é algo sutilmente drástico! Não me peça algo que eu não possa oferecer. Se eu falo demais, você acaba se expondo também. Não entende? Olha só, eu sendo um pouco chatx como você. A todo momento quando penso, faço chiste ou fico naquele ato falho “nosso de cada dia”, sim, tem alguém envolvido. De alguma forma ou de outra, penso em alguma alma padecente dessa terra.

Superego: O que deseja agora? Pode ser o que vier primeiro a pensar. Pessoa, objeto, vontade… EU DESEJO ___?

ID: A verdade, somente a verdade. Com base no sonho que tivemos essa noite, pouco me importa se a verdade vai doer, só quero a verdade, somente a verdade.

Superego: Se esta verdade precisasse ser dita hoje, por alguém, mandaria esse texto pra essa pessoa entender ou pelo menos tentar de alguma forma ajudar o seu “desejo”?

ID: SIM! Sutilmente drástico! Ajo sem pudor, sem regras.

Superego: Ontem ficamos tristes, realmente, por qual motivo? Acho que você me escondeu algo, que me causou angustia. Por favor, me diga, pelo menos 1 (uma) coisa. Preciso saber — também — , da sua verdade!

ID: Foi muita coisa em pouco tempo. Não gosto de pressão, mas, naquele momento eu queria pressão. ‘hehe’… Você sabe que sou meio desleixadx. Eu penso, quero, mas VOCÊ não diz. Fica preso. Já tentou terapia? Entenda que a sua tristeza é real, não vive só em mim, aliás, independe de mim.

Superego: A sua sinceridade é sinistra… Esta pessoa ao menos sabe, que estamos assim? 
ID: NÃO, porque não dizemos tudo. Quando estou a tona, você me rouba a cena e prevalece. Não seja chatx, seja realista, sem pudor, sem temor. Quero > Posso > Faço > Acontece. Estabelecer isso deve ser difícil, você é fracx.

Superego: Não, é tudo muito recente, as coisas foram acontecendo, e eu te tranco, para não ME expor, NOS expor. Não estou bem.

ID: “Vai lá”; “Certo”; “Ana”; “Ta”; “Café”; = Tola. Acorda.

Narrador: Superego decide sair de cena, mas retoma para continuar o que basicamente ainda não conseguiu decifrar.

ID: Essas frases, me fazem brochar! Para, para agora! Não continua. Sugiro que você saia dessa conversa e fique com essa dúvida martelando, com certeza o EGO ficará balanceado, e você, pior do que está. Durma, com certeza apareço nos teus sonhos e te direi algo, mas, me deixa dizer pra essa pessoa o que quero. “Não julgueis pra não sereis julgadxs”, era assim na tal igreja? HEHE’. Poucas coisas que concordo com a tal.

Superego: Talvez tenha razão. Fique latente. Saia. Só espero que no final tudo fique bem. Apareça se quer aparecer.

ID: BOAAAAAAAA!! Parabéns “ANA”. HAHAHAHAA. Esse nome você odiava “né”? Anos atrás? E gosta hoje, porque? Ai, pobre “Ana”… *risos*

Superego: Achava um nome comum demais, e sempre quis ser diferente. Não melhor, mas, diferente. E Ana é um nome tão… bobo, não sei... Porque quer falar sobre meu nome agora?

ID: Gozado. Hilárix você.

Narrador: ID, sai de cena sem avisar, deixando o Superego encucado -mais ainda-. Superego decide fazer coisas novas, coisas nunca pensadas antes. Talvez, forma esta de resolver a situação. Ou não?

…….. Continues in the next chapters.

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