Intro— Teenage Angst.

Eu preciso mudar. Eu estou inserido atualmente em um loop de extrema inanição e conformismo que só posso culpar a minhas próprias atitudes e escolhas. O último ano foi basicamente um festival onde tais ações proliferaram de forma ininterrupta. E o ciclo se repete. Mais um ano! Prometo fazer o que desejo dessa vez! Prometo me esforçar, prometo me comprometer, prometo mudar, prometo, prometo, prometo.

By definition, angst is a feeling of anxiety about your life or situation. This makes teenage angst completely normal, given the time frame that it occurs. Teenagerdom is the awkward stage when we are stuck in the limbo of childhood and adulthood. Our teen years are characterized by being constantly told that “These years are the determining factor to the rest of your life” and to smile while we’re juggling a variety of activities and obligations. This creates an increased level of fear and anxiety regarding our lives in the future and the present.

Eu nunca havia sentido o que chamam de “angústia adolescente”. Talvez devido nunca ter vivido apropriadamente a minha própria adolescência, nem mesmo a minha própria infância. Eu sempre fui uma pessoa sozinha desde pequeno. No começo, eu realmente pensei que era porque os outros não queriam se aproximar de mim, mais tarde acabei compreendendo que eu não deixava que estes outros chegassem muito perto. “Muito perto”, é esse o sentimento. Eu sempre iria tratar todos com respeito, educação, iria para a rodinha de piadas, mas desde que o outro conhecesse os limites e não chegasse perto, não quisesse se etiquetar meu amigo, não quisesse manifestar algum sentimento, não quisesse que eu o visse como algo que eu não o descartaria futuramente.

Talvez tenha sido justamente por ter sido descartado anteriormente. Quando “amigos” o colocavam de lado ou quando pessoas que você achava que confiava não incluíam você mesmo em certos fatores da vida das mesmas. A partir daí, busquei proteção, construí muros que se tornaram muralhas entrelaçadas umas nas outras. E nem mesmo em um ambiente onde eu caminhava sozinho eu senti uma angústia tão forte, uma necessidade de mudar as coisas como sinto agora. Não entendo o porquê. Passei quase toda minha vida sem um melhor amigo, sem alguém onde pudesse despejar todos meus sentimentos e raivas. Eu sempre fui auto-suficiente. “Nunca demonstre seus sentimentos, nunca dê aberturas, as pessoas te pisam no momento que você aparentar fraqueza.”

Isso começou ontem. Estava no computador, jogando GTA V, quando vejo, de repente, um raio de luz. Isso era de noite, minha janela estava aberta. Daonde veio aquilo? Eu, como toda pessoa que nunca confiou em ninguém a sua vida toda, já tramei mil teorias da conspiração No fim, percorri meu quintal e não escutei e não vi nada. Mas fiquei desassossegado. Parecia que uma mão apertava meu coração de leve e… até mesmo agora, esse mesmo sentimento de angústia por algo que não sei, uma culpa por algo que não fiz.

Deve ser isso, a minha inércia em não fazer nada. Isso é engraçado porque sou uma pessoa extremamente arrogante e geralmente um dos primeiros a olhar o outro com olhar de desdém, mas mesmo assim eu não me toco que não estou fazendo absolutamente nada. Choices. Nada para pavimentar o caminho que vou deixar depois que eu partir. Eu não fiz nenhum laço extremamente forte de amizade, não fiz nada que eu pudesse me lembrar como alguma loucura da minha juventude. Eu estou praticamente preso em um quartinho e deixando toda essa época da minha vida passar, é ridículo. E eu não tenho forças nem disposição para querer mudar isso. É patético, patético. Eu devia ter sentido essa raiva de mim antes, essa mágoa, essa angústia.

Fico procurando um guia, algum NPC surgir com alguma quest e me apontar o caminho, me dizer exatamente o que fazer e como chegar lá, me animar com a recompensa que estar por vir. Que clichê da porra. Quem dera a vida fosse como um jogo, meu sonho é esse, proporcionar que as pessoas atinjam seus melhores resultados fazendo com que o modo que a nossa sociedade é baseada tenha mais moldes e bases de uma realidade virtual alternativa. Mas como posso eu querer isso sem nem ao menos eu levanto da porra da minha cadeira para querer mudar minha própria realidade? Ou até mesmo trabalhar para solucionar a minha realidade com os moldes que desejo inventar?

É difícil sair da sua própria cabeça. É difícil parar de sonhar. É difícil encarar a realidade. É difícil ser persistente diante de desafios impossíveis e por isso tomamos a rota mais fácil. É para a nossa própria preservação enquanto indivíduo, o cérebro já conhece todos os trajetos, tudo já está tão amaciado até mesmo pelo próprio organismo que o mesmo tenta repelir o desejo de mudança para se auto-preservar. É um desejo justo.

Mas puta que pariu, eu não aceito eu fazer isso comigo mesmo. Eu não aceito eu acabar mais uma merdinha que passou por aqui e não fez nada de mais. Eu sou maior que isso, é evidente que eu sou único. Não sou? … Não sou capaz de responder, fiquei literalmente parado e contemplando a tela do meu notebook com essa pergunta. Como os seres humanos tem a audácia de se intitular superiores quando somos menos que uma ameba na imensidão do universo? Eu preciso ser humilde.

Eu preciso e serei. Eu preciso mudar e mudarei. Eu preciso. Não há mais volta, não posso voltar atrás. Não posso fazer isso comigo mesmo.

Acho que em 2015, eu vi uma palestra do Ted de um pastor evangélico chamado Rick Warren. Veja bem, eu não acredito em ‘deus’. Não acredito em um ser metafísico que fique brincando de Big Brother com cada um de nós, vendo as nossas desgraças e bonanças, vendo tanta coisa acontecer e não fazendo nada. Não há provas que ele exista, porém também não existem evidências que ele não exista. Me reservo o direito da neutralidade, do agnosticismo. Contudo, esse pastor cita algo referente a encontrar propósito na sua vida, e ele cita o quão emblemático é o número 40. Ele propõe, mesmo aqueles que não são religiosos, enfrentar a sua própria jornada de auto-descobrimento. Encontrar suas falhas, suas qualidades mas encontrar principalmente àquela missão que o NPC deveria ter me entregado há bastante tempo. Achar seu ponto no mapa e encontrar um jeito de fazer o que for possível para chegar até lá.

Uma bússola e um mapa. Eu acho que é isso que eu preciso. Achar quem eu sou, o que eu busco, qual o desejo que me faz querer viver e, principalmente, por qual motivo eu tenho tanta angústia.

Eu só espero que ninguém veja esses posts. Ou se ver, por favor, ignore. Esse é meu contador pessoal pra minha jornada pessoal de 40 dias, filhos da puta.

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