Amores mornos não me interessam!

É que as vezes, sem querer, a gente esbarra em alguém que vale a pena, alguém que muda a gente e nos transforma de uma maneira tão intensa que não suportamos mais a ideia de voltarmos à ser o que éramos antes. As vezes, esse alguém aparece assim, de mansinho, sem muita pretensão, sem aquele alvoroço e arrebatamento, e, no dia a dia, nas pequenas coisas nos conquista. Dizem que é nos detalhes que se conquista alguém, foi nesses detalhes que você ganhou meu coração, meu corpo, meu ser, foi nesses detalhes também que você me perdeu.

Nada foi tão difícil quanto deixar você, naquela tarde quente de Janeiro, o céu parecia sentir toda a tristeza que havia entre nós, e chorava comigo. Os rios e pequenas poças que se formavam ao longo da lateral da rodovia, onde eu passava, levando comigo todas as minhas coisas, enchiam-se cada vez mais da melancolia que havia em mim. E, naquele momento, naquela rodovia, em meio a aquela chuva eu me dei conta, que te amava mais do que imaginava e ir embora, doía mais do que eu pudesse suportar. Tentei voltar, mas mágoa, dor, a angústia de viver meus dias ao lado de alguém que não pode me dar seu coração inteiramente, uma vida pela metade, sempre meio meu, meio feliz…

Não posso amar aos pedaço, amar à metade, sou tudo ou nada, sou quente ou frio…. amores mornos, 50%, meio termo não me satisfazem, quero um amor grande, majestoso, que chegue de mansinho ou de repente, mas que de uma forma ou de outra, conquiste meu coração, e alcance eu espacinho nele, domine esse território que as vezes parece tão desolado e sombrio, e, ali faça morada. Até o fim dos dias, até o fim da vida.

A chuva parou, meu choro também. A chuva há de retornar, meu choro por ti não, este nunca mais.