A busca incessante de si mesmo

Ouvir músicas tristes bem alto, fumando cigarros porque minha irmã e meu cunhado não estão em casa me fazem entender porque esses grandes poetas e filósofos bebiam, fumavam ou tinham alguma paixão pela destruição. Isso é quase um suicídio consciente de alguém que não entende e não sabe lidar com a vida. A gente lê, escreve, ouve músicas, tem relações superficiais com “amigos”, gostamos das pessoas mais babacas que podem estar na nossa vida agora e continuamos nos perguntando onde, por que e qual o sentido disso tudo. Fazer perguntas sem parar cansa, nos faz pensar que tem alguma coisa errada, como que eu não consigo responder nem a mais simples de todas (qual o meu sonho?)? Como e por que a vida se desenrola desse jeito? Porque as pessoas andam por aí como se nem uma vezinha na vida esse tipo de coisa tivesse acontecido com elas? Porque isso parece que só acontece comigo? Veja, eu não quero ser diferentona, mas eu simplesmente não consigo esconder que essas coisas me atordoam e que consigo seguir com isso facilmente durante meu dia. Eu não consigo entender como as pessoas guardam tanta coisa. Eu sei, eu também guardo, mas elas estão estampadas na minha cara todo santo dia. Eu não consigo fazer cara boa quando acordo virada na crise, não consigo entender e nem lidar em como a realidade do mundo e do agora entram em choque com o que eu penso de mim, do mundo, com a minha ansiedade e meu desejo de fazer menos barulho possível pra não incomodar. Como as pessoas conseguem?