04/04/16
Mais um fim de tarde de um dia que pra mim mal começou. Vou falar sobre a festa de sábado já mencionada no outro texto.
O nome da festa era ‘CAJUSEMKOPO 2’. Combinei com o Vinão de nos encontrarmos no centro da cidade antes de ir pra tomar um sorvete e ir caminhando até em casa, mas ele atrasou. Fui no centro a pé, suado, e o cara atrasou meia hora haahahua, mas é o Vinão, é normal. Eu poderia ter cancelado, enfim. Ele chegou, fomos até uma sorveteria e peguei um milk shake de 500ml pra aguentar beber na festa, daí fomos a pé pra minha casa esperar o Thiago que estava vindo de Bauru. Ele chegou, meu padrasto pegou o carro e fomos pra festa, chegamos umas 15:45, pouco atrasados.
Chegando lá tivemos que ser revistados e o cara quase botou a mão no meu saco, ok. Entrando na festa já estava tocando alguma música do Wesley Safadão que eu não sei o nome (porque mal saio de casa e acabo não escutando essas coisas), um pouco cheio o lugar mas não muito. Todos com copo na mão e todos de bermuda, só eu de calça lá no puta calor. Decidi ir de calça porque fico melhor e menos gordo do que em bermuda, mas não peguei ninguém mesmo, na próxima vou de bermuda. Fui de bota também pois achava que ia sujar na terra, mas não. Uma hora de festa e meu pé já queria ser amputado de tanta dor, mas aguentei até o fim da festa, sentando no chão algumas vezes.
O Thiago bêbado fica mais bobo do que ele realmente é, dizendo “se eu sair dessa festa sem pegar ninguém eu vou me sentir um bosta”, um discurso que eu repudio e já escrevi sobre. Em meio a resmungos, copos derrubados no chão e dancinhas de bosta improvisadas, ele foi bebendo pouco. Bebeu pouco mas já tava locão demais, fora que ia mijar a cada copo bebido. Mas não estou reclamando, é normal, só contando os fatos.
O Vinão nessas festas fica dançando toda hora sem parar e sem coreografia nenhuma, é engraçado demais. Diferente do Thiago, o Vinão pensa mais ou menos como eu na questão de ‘pegar mina’ e ficamos discordando dele nessa questão, falando que não era necessário.
Ficamos lá os 3, ouvindo a música, indo pegar bebida e fazendo coisas de festa, até que o Thiago encontrou duas amigas da faculdade que começaram a andar conosco também. E ele começou a voltar com um outro papinho “nossa eu tenho que pegar uma delas”, e eu já discordei na hora. “Não mano, são suas amigas, não vão querer, e você não precisa também”. Ele discordou na hora e continuou com esse pensamento errôneo. Ficamos lá dançando, anoiteceu, dançamos mais um pouco e meu pé já queria se separar do meu corpo.
Falei pro Vinão que eu ia sentar e ele quis ir junto comigo, subimos pra área aberta e sentamos na mureta. Começamos a conversar sobre várias coisas, Batman, séries, religião, passado, amigos, família, filmes, etc no meio da festa com a galera dançando atrás da gente. Foi ótimo, um papo de amizade de anos (12 anos que eu e ele somos ótimos amigos). Decidimos ir comer alguma coisa numa ‘cantina’ que tinha ali, eu peguei um churros e ele um pastel, sentamos pra comer e ficamos conversando mais.
Após comer, fomos atrás do Thiago pra ver se achávamos ele, e consegui encontrar na multidão, no meio da pista de dança. No meio mesmo, na parte central de frente ao palco. Até que começou alguma outra música do Safadão (acho) sobre jogar bebida pro alto e os caras jogaram mesmo, fiquei todo molhado de cerveja e vodka. O meu cabelo que já é uma BOSTA ficou pior ainda, e tinha gente achando que eu tava suado, puta pé no cu. Eu já tava meio bravo aí, até que chegou um grupinho de pederneirenses pau no cu e os caras jogaram bebida na minha cara. Fiquei putasso, fui pro lado pra me ‘secar’ e voltei, nossa, que raiva, depois me perguntam porque eu critico esses otários. Enfim, ficamos lá, meus amigos dançando e eu só ouvindo a música (já não sou muito de sair e tava com dor no pé, não tinha como dançar). Até que, por increça que parível, uma mina começou a dançar loucamente na minha frente, indo pra trás várias vezes rebolando, jogando o cabelo em mim. Eu não sei se ela queria me pegar, ou se só tava muito loca, ou os dois. Mas preferi não chegar, eu não tinha e nem tenho certeza se ela queria mesmo. Continuei lá zoando com os caras e a mina dançando ainda, até que um cara pega ela e ela derruba toda a bebida dela no meu braço. Eu que já tava putasso ia virar um sociopata ali. Pode ter sido um sinal dela pra mim, mas achei que ela tava tri loca, então relevei. E foi assim até mais tarde, depois eu e o Vinão saímos da pista e ficamos sentados até o fim da festa. Até encontrei um professor meu lá, o Daré, um cara muito gente boa.
Eu achava que ia ficar louco pra caralho, mas mal bebi. Os drinks tavam um lixo, feitos de vodka e sucos baratos. Fora isso só tinha catuaba e cerveja, que eu não gosto. Bebi sei lá, uns 6 copos num intervalo de 7 horas. Nem tive que mijar lá, de tão de boa que eu tava. Saí da festa com o BV preservado. Mais pra frente escrevo mais sobre os motivos da minha virgindade bucal, aliás, estou usando o Medium agora, esse foi meu primeiro texto realmente escrito aqui.