10/07/16

Cá estou de volta nesse sitezinho, onde existe meu perfilzinho, onde publico uns textinhos obscuros. É a necessidade de ‘escrever’, embora eu esteja digitando. Digitando do celular ainda, que coisa mais mal feita. Mas é isso, é preciso, não existe psicológico que me curaria como a escrita de um diário me ajuda emocionalmente. E eu anos atrás achava coisa de meninas de sete anos. Totalmente errado. Não só eu. Várias pessoas pensavam assim, e algumas ainda pensam. Mas acho que a escrita tem um efeito em cada um, em mim o efeito é psicológico de auto-ajuda. Não sou escritor de verdade, não curso jornalismo ou letras. Escrevo meu diário, para mim e para alguém que ache no futuro, tipo quando eu morrer. Não tenho interesse de que leiam isso, não faz sentido, é muito pessoal, mas tem uma ou outra pessoa que cai aqui do nada, lê e gosta. Isso é bem legal, mesmo não sendo o propósito, me causa a sensação de que alguém se identifica comigo e passa por alguns mesmos apertos que os meus. Caso você tenha caído aqui do nada e gostado, obrigado, e sinta-se livre se quiser ler meus outros textos. Mas lembre-se que isso é muito pessoal onde exponho algumas ideias ‘doentias’, que não necessariamente acho corretas. Não tenho certeza de nada.

Nossa cara, é um pé no cu eu estar ficando com falta de tempo pra fazer as coisas estando de ‘férias’. Faz um ou dois meses que não vejo nada no Netflix e não jogo um jogo singleplayer. Os textos aqui estou escrevendo antes de ir dormir, porque o dia foi pro caralho pois fiquei vendo vídeos ou jogando Rocket League. Não que esteja ruim, mas eu queria administrar melhor o tempo pra conseguir fazer tudo direito. Uma das coisas que me manteve ocupado e longe de casa essa semana foi a viagem pra Pelotas, no Rio Grande do Sul. Eu tive que pegar três aviões pra chegar lá. De Bauru pra Campinas, daí Campinas pra Porto Alegre e de Porto Alegre pra Pelotas. Um saco, viajamos desde as 3 da manhã e chegamos meio dia e meia. Fomos assaltados pelo taxista, que cobrou 50 reais pela corrida do aeroporto até a universidade. Cheguei lá em cima da hora, tinha uma puta fila, mas deu tempo de boa. Quando cheguei pra responder a chamada, tinha as filas de cada curso, e eu claramente não tava achando a de Design Digital. Sou um perdido mesmo. Achei a fila depois de algumas voltas procurando e mano, tinha gente pra caralho. “Não vou passar nem fodendo”, pensei, porque tinha alguns na minha frente que identifiquei lá que poderiam me tirar das vagas. Aí a fila andou, esperei, até que chegou a minha hora. Mostrei os documentos e fui pra arquibancada, onde tava a galera esperando a chamada de todos os outros cursos daquele dia. Foi ficando apertado, cada vez mais gente e menos espaço. Passou uma hora e começaram a chamar administração até preencherem todas as vagas. Quem não passasse na chamada, tinha que ir embora de lá. E assim que terminou a chamada de administração, uns 30% foram embora e ficou um pouco mais espaçado. Aí começaram a chamar o pessoal de agronomia. 40 vagas. Entrou gente até na posição 300 e pouco, e demorou pra caralho. Aí preencheram todas as vagas e vazaram mais uma galerinha. Comecei a conversar com duas pessoas do meu lado, uma garota e um rapaz, e os dois também estavam querendo Design Digital, só que eles estavam bem atrás, tipo em 90. Conversamos bastante, foram gente boa demais. Aí começou a chamada de Design Digital, chamaram uns seis candidatos, fiquei num cagaço, e aí me chamaram. Eu me tremi inteiro de ansiedade. Não sabia o que fazer. Respondi a chamada e dei tchau pros dois da arquibancada e fui até a fila dos ‘aprovados’. Depois de mim, chegou um ex colega do Matz, e ficamos conversando sobre várias bostas. Eu já conhecia o cara sem ele me conhecer, e isso foi estranho, mas o cara nem ligou, aparentemente. Fomos seguindo a fila da matrícula e conversei com uns futuros colegas. Dentre eles, uma ruiva incrível, a mais linda de todas. Eu sei que é difícil de acreditar, mas é difícil mesmo sem ver fotos dela. Acredite em mim, puta que pariu, uma maravilha fecundada e nascida kkkkkkk. Pena que ela namora. Aí fui lá fazer a matricula, apresentei tudo que era documento e consegui, ‘passei’ em uma universidade federal e vou ser universitário. Até parece que só tem ponto positivo. Depois da matrícula saí do recinto e me encontrei com meus veteranos, uma galera aparentemente gente boa. É claro que alguém conversador não ia conseguir entender os caras, porque alguns são homossexuais, outras feministas, e a maioria de esquerda. Eu não tenho problema com nada disso, não vejo nada de anormal e respeito os caras, tratando-os como eu trataria uma pessoa qualquer. Mas eu aparentemente curti a galera, preciso ver se isso vai continuar quando eu voltar pra lá. Saí de lá e fui pro hotel a pé, morto de fome porque não tive tempo de ter almoçado. Comi uma marmita que a mãe comprou e fiquei deitado o dia inteiro, jantei, e de noite dormi.

No dia seguinte fui atrás de lugares pra morar. Primeiramente vi a moradia do hotel que eu estava, que era no mesmo lugar. Aí saí pela cidade pra ver outras duas, que eu não gostei muito. Decidi ficar na moradia do hotel mesmo, achei melhor pra mim. Ficamos o dia inteiro pra ver tudo certinho, assinar contrato e fazer pagamento. Depois de um longo dia atrás disso, jantei o melhor estrogonofe da minha vida. Que prato delicioso, quentinho, nossa. Deu vontade de comer de novo até, voltando lá eu vou comer aquilo. Aí dormimos, acordamos e fomos para o aeroporto para irmos embora e voltarmos pra Pederneiras. Pegamos outro táxi. O taxista me falou que o dono da minha moradia foi goleiro da seleção brasileira em 1982. O destino é incrível né cara. Quem diria? Chegamos no aeroporto. Três aviões de novo. Chegamos em Bauru, fui dirigindo até em casa e capotei de sono. Acordei e começou uma tristeza fincada. Primeiramente eu estava triste por ter que deixar todo mundo aqui. Eu sei que é ótimo passar na faculdade e tal, mas ir muito longe pra isso é tenso. Vou ficar longe da galera que amo, longe da cidade onde me sinto em casa, pra morar numa cidade feinha, toda em obras, do tamanho de bauru só que com uma criminalidade muito maior. E pagando caro. Essa moradia que eu escolhi é a mais cara das três, e eu tô muito mal por isso. Mas vamos ver se eu vou conseguir trabalhar lá e não tirar tanto do bolso dos pais. Fica a dica pra você caso esteja lendo isso e é jovem ainda: passe em uma universidade pública e perto de casa. Morar muito longe é tenso demais, e caro. Julho vai ser corrido, então vou publicar vários textos esse mês, vamos ver o que me aguarda.