Até breve

Oi vô, você se foi há muito tempo e até hoje a saudade se faz presente. Seu sorriso era tão bonito e iluminava a casa inteira, suas piadas nos contagiava e sua alegria nos enchia de paz e felicidade. Você foi um pai em minha vida e hoje sinto sua falta em cada momento especial, feliz ou triste, porque sempre sabia o que dizer e quando dizer, e hoje, sempre me pego pensando: como queria que você estivesse aqui.

Apesar da falta, aprendi contigo e com a vó a não desistir, a tentar mais de uma vez e a não abaixar a cabeça. Vocês me ensinaram que a vida não era um mar de rosas, a sorrir para as dificuldades e a dar risada de coisas bobas, me mostraram que contos de fadas não existem e que eu não deveria depender de alguém.

É Joel, você e a dona Therezinha me ensinaram tantas coisas em 16 anos que hoje, quando penso em jogar tudo para o alto, são suas lembranças que me dão forças para seguir adiante. Não tem sido fácil, crescer é complicado, ainda mais com todo o medo que suas partidas deixaram. Medo de deixar as pessoas se aproximarem, medo de perder mais alguém, medo de não aguentar outra perda. O senhor e a senhora resolveram ir no mesmo ano e nem ao menos avisaram, simplesmente encerraram seus ciclos e se foram.

E hoje, vovô e vovó, eu vejo que é hora de encerrar este ciclo, o luto é algo tão doloroso, mas nos ensina a dar valor a muitas coisas, chorei por muitos anos a ida de vocês, sofri em silêncio me fechando para o mundo e esquecendo de viver a vida como deveria ser vivida, há quase 7 anos uma ferida se abriu e não tive coragem de fechar, parecia que vocês iriam de vez se eu a fechasse, mas vejo que não é bem assim, nas minhas memórias vocês estarão para sempre e agradeço pelo que fizeram, agradeço por me adotarem em suas vidas e agradeço por cada pedacinho de carinho e afeto que me deram sem pedirem algo em troca.

Agora é hora de seguir em frente, nunca é, e nunca será fácil, mas o mundo só dá voltas para aqueles que querem construir uma nova história.