
Um nós sem sequer um nó
Jul 20, 2017 · 1 min read
Agora que eu aprendi, não vou domar. Não temerei o que me é de raiz, do crespo que me cobre não só a cabeça mas todo o meu corpo. Das ondas que neguei, na busca desenfreada pela retidão. Não sabia, fiz uma confusão. O que era certo e errado? Feio e bonito? Onde eu me cabia nessa caixa tão apertada?
Nessa superficialidade de como devemos levar nossas vidas, nesse quase maniqueísmo para justificar tudo o que fazemos e o que somos. Minha identidade extrapolou o Registro Geral. Neguei o que me deram como certo. O que eu sou, o que eu aceito, está em um enorme nós. Um nós sem sequer um nó capaz de me confinar, de me prender ou até mesmo de santificar o que há de rebeldia dentro e fora do meu corpo.
