Aug 9, 2017 · 1 min read
Enquanto durmo não tenho segredos
Meus seios escapam do lençol
E qualquer um que tenha a chave pode abrir os meus cadernos
Sonhos? Se tenho não lembro
A manhã rompe tudo o que guardei
Sou jogada pra fora da cama
Empurrada para o chuveiro
Despejada da minha própria casa
Servida numa bandeja velha e suja
Em um banquete para o qual não fui convidada
Mas a maçã está na minha boca
Quando eu mordê-la
Mando tudo para os ares
Tenho um relógio frio
E sei até esperar
Mas meu tempo é outro
Sou feita de redemoinho
Nada restará
Quando a língua resolver serpentear