Problemática do/da artista no Brasil contemporâneo

Há dez anos atrás, achava massa
Falar de coisas que ninguém entende.
Ingenuidade? Estupidez? Depende.
Hoje, sou mais ser a antena da praça.

A nossa geração de literatos
E gente que trabalha em coisa de arte
Fala uma língua que ninguém comparte
E hoje olhamos o mundo, estupefatos,

Que já não vê valor no que fazemos,
Não nos entende — e nós, nem o entendemos,
Nem logramos fazer-nos entender.

Não arrisco propostas pro dilema
Porque sei que sou parte do problema
Em que o artista “cult” hoje se vê.