Aquela paixão da meia-noite
Tentado.
A um simples gesto de um contato iniciar,
Uma simples pergunta,
Me pus a pensar.
Quem era aquela,
Dos olhos brilhantes,
Tímida mas decidida,
Que viera me procurar?
O que queria comigo,
Que observava de fora,
Desejando e temendo participar?
Logo, porém, tudo começou a se encaixar
E as perguntas foram respondidas.
Ó, é claro que aquela
Era uma prenda perdida.
Com o tempo, passamos a nos falar,
Na verdade, pouco demorou
Para um no outro confiar.
Eu estranhava como, com ela, tudo fluía;
Era como se nos conhecêssemos há tempos,
Como se há tempos papeássemos
Sobre o mundo e seus devaneios.
Conforme o tempo passou,
Algo entre nós apenas crescia.
Sentia, com ela, o despertar de parte de mim,
Parte que há muito já não existia.
E aos poucos eu descobri,
Que ela era mais que uma amiga.
Uma tentação, talvez um desejo,
Talvez apenas uma vinda.
Na verdade ela é,
Com seus olhos brilhantes e seu ar de menina,
Uma mulher saída para o mundo,
Insegura, porém decidida.
Ela é, e assim é,
A minha paixão da madrugada,
Confidente dos devaneios e pecados,
Conselheira na hora culpada.