Meu nome é…

Poesias sem rumos / Reprodução
Nasci em meio ao caos. Filho indigno da terra
Com 1 ano e 2 meses perdia o pai e achava a guerra
Médico racista, classista me aponta
Minha coroa aguentou sozinha quando na porta
Bateu as contas
6 anos da minha vida pagando psicólogos
Só pra esses merdas me falarem o que já era óbvio
Que só ia fechar minhas feridas quando eu esquecesse o ódio
Mas, pelo amor de Deus, doutor
Como eu vou esquecer o ódio se eu nunca me relacionei com o amor?
A dor sempre foi a minha melhor amiga
Em madrugadas frias, ela foi a minha única companhia
Me visitava e me apresentava a agonia
Então eu tinha duas melhores amigas
Que sempre tiveram presentes no meu dia-a-dia
Como eu vou desfazer delas na minha rotina?
Já se passou 20 anos e elas ainda me dão bom dia.
Confronto minha fé quando questiono Deus
Esse velho branco levou uma parte minha quando meu pai morreu

Agora eu faço poesias sem rumos sem saber quem sou eu…

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