O trânsito caótico de Porto Alegre nesta terça-feira me faz observar a bagunça que vive a cidade em dias chuvosos. A tranquilidade que habita nos dias mais estáveis abre espaço para uma orquestra sinfônica realizada pelos barulhos das buzinas dos automóveis. Estou sentado na janela deste ônibus há mais de 50 minutos ouvindo o som desses péssimos músicos. Demorei, mas chego em uma conclusão: eles precisam, urgentemente, de um bom maestro.

A viagem deveria ser curta. Da minha residência até o local que estudo daria cerca de 10 minutos, mas é impossível se organizar em dias como este.

O tempo é uma coisa totalmente engraçada. Às vezes ele dá a sensação de passar mais rápido e, em outras ocasiões, ele possui a incrível lentidão de uma tartaruga. Uma professora minha dizia: “o tempo não passa. Somos nós que passamos”. Quanto mais velho eu fico, mais eu acredito nisso.

A bateria do meu celular está acabando, e eu ainda estou parado no mesmo lugar. Se o tempo permitir, em outro dia finalizo isso.