Aug 8, 2017 · 1 min read

Como seria a vida sem o frenesi dos passantes na hora do almoço? Se todos os talheres do Esquimó permanecessem calados nas gavetas? Conseguiríamos ouvir o saxofone da estátua de Pixinguinha em sua silenciosa melodia?
O Rei dos Caldos perderia a majestade decadente e cerraria as portas enferrujadas e cinquentenárias?
As vozes estridentes das faxineiras (Senhoras guardiães destes 200 metros de caminho) caladas, não enchendo o ar com suas conversas divertidas, não simbolizariam uma pequena morte?
Entre o choro e os tiros, a cidade ainda permanece de pé e lutando, por resistência ou por atavismo. E a vida vibra ainda neste pequeno retiro. É aqui que respiro.