Será que a Bel Pesce aprendeu mesmo a lição?
Bru Paese
1.4K225

Brunna, saudações… Li atentamente seu texto e decidi registrar, aqui, um comentário. Talvez você nem chegue a lê-lo, mas, mesmo assim, o faço. Inicialmente, digo que respeito sua opinião.

Como percebi em seu texto, que o currículo e as “realizações” de quem escreve faz muita diferença para você, e para seus conselheiros e apoiadores, registro, logo abaixo, minha página no Face, somente para seu conhecimento:

http://facebook.com/ariovaldomoraisjr

Comentando sua crítica ao modelo de “empreendedorismo Fast Food”, que “mirou” na Bel Pesce como uma “grande/possível” representante do mesmo, gostaria de destacar:

  • Falar em empreendedorismo no Brasil sem considerar estatísticas, questões regionais, macroeconomia, PEST, e sem se lembrar de instituições como o SEBRAE e Endeavor, por exemplo, é algo arriscado;
  • Atuo junto ao SEBRAE há 7 anos, em várias áreas e projetos, incluindo startups e negócios digitais. Assisto MPEs há 15 anos, pelo menos. Tomo a liberdade para, respeitosamente, discordar de você quando defende que, para se tornar referência em empreendedorismo, alguém precisa, obrigatoriamente, ter feito algo “grandioso”, ou ter construído uma negócio vultoso e de muito sucesso. Desculpe-me, mas isso não é regra, e nem uma verdade absoluta. Veja o caso do técnico ROGÉRIO MICALE, da nossa Seleção Olímpica de Futebol. Até então, um ‘desconhecido’, mas que conseguiu um feito que nenhum outro técnico consagrado e ‘badalado’ havia realizado: a conquista do ouro olímpico! Especialmente ao trabalhar no SEBRAE, pude aprender que cada um, com seu talento, tem um papel, uma especialidade. Um é técnico, o outro, jogador. Um conseguirá erguer uma startup de sucesso, mas outro será o investidor que, nos bastidores, viabilizou financeiramente a ideia, e que nem quererá aparecer na história. Veja o exemplo do Mário Sérgio Cortella: ele é ou não uma referência no que faz? Contudo, não se encaixa no ‘conceito de empreendedor’ que seu texto sugeriu.

Finalizando, concordo com você no sentido de que as superficialidades, o efeito “maria vai-com-as-outras”, a ausência de questionamentos e reflexões, prejudicam. No entanto, pessoas como a Bel, estão contribuindo à maneira dela, se empenhando para fazer bem, aquilo que se propõem a fazer. Quem dera, no Brasil, tivéssemos outras 20 ou 30 como ela. Existem outros com mais experiência, maior maturidade e conteúdo? Sim! Mas a pergunta que fica é: onde essas pessoas estão, que não se aplicam a percorrer o país (como faz a Bel) para levar uma mínima mensagem de encorajamento? Trata-se apenas de “discurso motivacional”? Pode ser. Mas, antes motivar do que contribuir para que o “bonde vá ladeira abaixo”.

Abraços fraternais.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Ariovaldo Morais Jr’s story.